domenica, settembre 12, 2010

No momento certo...

... deixando de lado sua vida para me ajudar, podemos comprovar o quão misteriosa é a vida. Sim, ainda serei eu e meus cheiros todos acentuados, e andarei pelos corredores daquele lugar em que por tanto tempo você viveu. Pena que não te verei com aquele estojo aberto repleto de canetas, e com o olhar cheio de luz, e no sorriso metalizado de outros tempos... Agora talvez já não existam adjetivos certos, ou palavras de respeito, mas simplesmente ou magicamente surja a palavra amizade. Não posso então deixar de querer a mais profunda felicidade em seu caminho. E poderemos tecer mil palavras, por esta vida, que ainda que dificilmente vivida é toda uma esperança, aqui.

giovedì, settembre 09, 2010

Encontros.

Passou agora mesmo por trás de mim uma sombra. Corpo inteiro, mais escuro que a escuridão que me cerca. E somente agora entendi que estou solitário. Como talvez nunca estive, pois ao invés do medo, senti vontade de segui-la. E caminhei no seu incalço... Meus pés descalços trouxeram a sensação gélida que subindo corpo acima petrificava as batidas do coração. Sentei-me ao seu lado. Estiquei-lhe a mão, como se pudesse cumprimentar uma sombra. E pude maravilhado sentir um toque quente. Não obstante abracei-lhe. Sorrindo, até que ouvisse uma voz. A minha, saindo da boca da sombra. E ouvi por horas a fio a história, da minha vida, recontada em primeira pessoa. Chorei, sorri, senti-me traído, senti-me querido, senti-me filho, irmão, e por poucos momentos pai, vi-me cercado de pessoas, eu vi sangue, eu vi a vida renascendo, sofri, senti a dor, animei-me sorrindo como uma pura criança, revi meus momentos de maldade, a minha vida passou por meus olhos.
Mas somente depois de muito tempo é que percebi que ainda estava abraçado a sombra, e ela era a minha história, e somente agora assumindo-a, viverei.

martedì, settembre 07, 2010

Legitimidades

Só o que é meu.
Tudo o que anseio.
Desejos controláveis.
Tarefas a cumprir.
Fidelidade de alma, corpo e mente.
Direito de liberdade e felicidade.
Vontade de fazer o que se quer.
A fumaça de um cigarro.
Lágrimas de alívio...

E tantas outras coisas boas.

domenica, settembre 05, 2010

Fusão

Foi o meu certeiro tom... Uma tonalidade de voz, que somente ao pé do teu ouvido direito surge. E falei as palavras que ninguém havia te dito, na língua estranha para o todo e como as tuas cavidades ecoavam o mais forte grito tomei-te aos braços, entre os nossos sussurares todos, e já não queria o teu abraço amigo, já que nossas bocas trocavam a mágica toda, e assim já não sentíamos o corpo, que clamava por respirar por todos os poros.
Nos espelhados reflexos os teus cabelos pareciam luz, que minhas incendiadas mãos possuiam. Teu corpo pouco a pouco foi se libertando das amarras todas, e deslizei-o, com o peso diferente que minhas mãos agora tinham, eras meu instrumento, e pouco a pouco te possuia. Nunca vais recordar de passos, eles sequer existiram e já estavas inerte na inteira cama completa de nossas histórias, e o mundo parado silenciou nossos lábios. Assim, quis marcar minha história contigo, já não sentindo teus lábios, mas lentamente as partes inteiras, de teu corpo sedento. Minha língua te percorria por inteiro e cada toque te trazia uma diferente sensação, em repleta desarmonia, e o único pacto era que não se movimentasse nenhuma das tuas entranhas, e evitei por fim a obviedade... Já não suportavas o silêncio. E então entre os segredos que escondes, te descobri. O tempo parecia me dizer que eras a primeira. Eu um iniciante, pela falta da respiração necessária aos sentidos. Movi-me entre todas as velocidades, e por inúmeras vezes me senti um marginal que sentia os teus gostos que soavam como se fossem a tua verdade. Aos poucos fui deixando de lado os sabores para buscar tua boca... Como se transforma a química quando já não somos comandados pela razão! Minhas mãos ergueram seus braços e nossos dedos entrelaçados diziam: eis a certa hora. Fomos um por muito tempo, entre sussuros já gemidos, até que perdemos o controle de quem somos, em uma união mais do que nunca frutífera. Assim, só assim a vida é gerada, quando nossos suores e líquidos se misturam e o coração diz: fica aqui comigo, para que o tempo sempre volte a parar.

Aos Res...

E se eu desse um passo em direção ao nada, que é melhor do que aquilo do que eu hoje nada posso dizer?
Ou se talvez eu ficasse aqui, pedindo empurrões aos desconhecidos, já que todos os que conheço estão ocupados nas suas misérias pessoais.
E se eu pulasse, em um abismo profundo, tão escuro que a escuridão na qual me encontro se tornasse claridade?
Ou se eu ficasse somente tirando fotos desta sombra que talvez seja morte, já que dia a dia morremos.
E se eu cantasse... sim, cantasse a melodia esperada pelos que por mim torcem?
Ou se eu calasse talvez dizendo somente uma palavra de despedida... O seu nome!
...
São tantas as possibilidades de vida, que tantas vezes me chama mais atenção: a morte.

sabato, settembre 04, 2010

Nossa história/La nostra historia.

Por entre meus desmedidos passos, avistei de longe tua movimentação, e quase arrisquei um nome a muito tempo não dito, para fugir das obviedades todas. Mas caminhei tão rápido que passei por ti, e sequer me percebestes. Dai cheguei ao meu máximo: ver-te caminhando enquanto um rabo de cavalo balança, como se marcasse o tempo da música da minha vida. Respirei fundo inconscientemente. Meu coração acelerado. A voz embargada...
Apressei-me de novo, pois já te seguia a um bom e terrível tempo. E simplesmente encaixei minha mão na tua. Não deixando que falasses nada. E nos consumimos dia e noite, até que um dia, o fim se fez. E lado a lado, eternidade.
...
...
...
Nei miei i passi non contati, ho visto lontano la tua movimentazione, e per poco ho arrischiato un nome non parlato da tanto, per fuggire di tutte le ovvietà. Ma ho camminato tanto in fretta che sono andato aldilà di te, e tu, non mi ha visto. Così sono arrivato al mio massimo: vederti camminando tra il la tua coda di capello bilancia, come se il tempo della musica di mia vita fosse così puntuato. Ho respirato profondamente e incoscientemente. Mio cuore acelerato. La voce pronta da schiarire.
Mi sono messo di nuovo in fretta, perché ti seguiva da tanto, un buono e terribile tempo. E simplecemente ho messo la mia mano alla tua, non lasciando che parlassi nulla. E ci abbiamo consumato giorno e notte, fino quando un giorno la fine si è fatta. E di fianco a fianco, la eternità.

giovedì, settembre 02, 2010

Renascimento.

Minha frondosa árvore volta a crescer na imensidão do lugar que elegi como lar. Sinto uma profunda paz, raizes; um despertar, tronco; as esperanças todas, folhas; enfim, o resultado, frutos ou flores... frescas... desta selva, vida!

mercoledì, settembre 01, 2010

Sto...

...cercando un amore così grande che sempre mi faccia sbagliare e chiamarla: vita.
...cercando una nuova storia, piena di tanto affetto che mi faccia sentire e chiamarla: amore.
...cercando a libertà del mio cuore, stanco di soffrire, e così libero magari possa dire: felicità.
...cercando la iluminazione, lansciando fuora tutto il senso di sofferenza, e potrò dire: completo.
...cercando il sole, e ognitanto la luna, per dire di me stesso: sono io la forza dell'amore, nella vita mia, piena di felicità, perché sono così puramente: IO

Nascimento e Óbito.

Nasce minimamente dentro de mim a esperança, que se torna árvore frondosa, e derrepente como que "all'improvviso", regride e nesses momentos tem o nome amedrontador: morte.

martedì, agosto 31, 2010

Pequeno tudo...

Alguém tem o poder de me livrar do todo, e me levar ao nada, para junto ao seu nada, surgir de nós dois... um ser.

Enlouquecedores

Cuidado com eles, eles sugam o teu potencial todo de felicidade...
Te jogam em um abismo após vc ter escalado com todas as dificuldades as paredes que te livraram da escuridão...
Esfriam seu corpo quando apenas começou a ebulição...
Destroem a escultura que com carinho você acabou de criar...
Fazem de você um nada depois de você ter feito todo esforço na frente de um espelho dizendo para si mesmo: sou grande.

Enfim, reconheço pelo nome cada um dos meus ENLOUQUECEDORES, e agora que os reconheço, seus dias estão contados.

lunedì, agosto 30, 2010

Questi sono cazzi miei

Qual é a bandeira levantada, que vai fazer ser vista há quilometros e dirá: Sou o senhor de minha história, o personagem principal deste drama, o guia de minha própria escuridão?
Sou eu a porta que ninguém poderá fechar...
... duvidam, e ainda provarei... ainda que seja no fechar das cortinas de minha vida.

martedì, agosto 17, 2010

Mãos


No entardecer da minha vida, serão tuas mãos a minha grande recompensa, e a certeza da energia ainda de futuros passos.

Ensurdecedor.

Posso sorrir a todo instante,
Buscar novos jeitos de viver,
Não seguir regras,
Simplesmente me esparramar...

Mas nada tira do fundo a sensação que é maior e grita,
em um volume que somente eu posso escutar.

Melodia da Ressurreição.

Sente,
A luz do dia,
Luz que irradia,
Uma saudade que da noite,
Vem vadia,
E a nostalgia,
Vai arredia,
Compondo versos,
Em teu pobre: coração.
Eu te convido vem e canta.
A claridade,
Com a verdade,
Da fé primeira,
Que da infância te ilumina,
E quando a tarde,
Voltar esguia,
Encontrarás em Paz teu pobre: coração.

Sente,
É Deus que chama,
E na janela,
A primavera: desenhou.
Canta,
Acorda,
Que é dia,
E a aurora,
De outrora: Voltou.

Quando no mar da vida,
Deus te convida,
A esquecer da tempestade,
O sofrimento,
Deixa o lamento,
Deus te convida,
E canta alegre,
com a vida,
esta: canção.
Num caminhar que,
Passo a passo,
Vai crescendo,
E vai dizendo,
Que a esperança,
Não morre nunca,
Para quem sabe lutar.

domenica, agosto 15, 2010

Réquiem in pace (Descanse em Paz) 2006

Gargalharia, antes do término de minha vida, um pouquinho antes da partida, revendo o todo, emaranhado de coisas vividas. Morreria sorrindo. Deixando um bilhete ao doutor legista, para que o sorriso, descrito fosse no todo, e à certidão de óbito, fosse anexada uma foto, do pálido sorriso.
Previnido, deixaria tudo preparado. O tecido mortuário, substituiria as flores, que não quero por cima de mim, e no linho branco, já amarelado pelo tempo, estaria escrito um poema sem fim. Dois metros e cinqüenta de linho, com linhas escritas por mim, em nanquim, relembrando locais, pessoas, atos, feitos, desfeitos. Um poema que se chamaria minha vida. Longo, longo poema. Deixaria nele revelações, quem não tem algumas, em letra pequena, só para que o caixão estivesse sempre rodeado. Caixão branco, por mim encomendado, forrado de metal, para que eu me consuma por mim mesmo, sem os vermes de outros seres antes enterrados. Criamos nossos próprios bichos. Eles já estão aqui comigo em potência.Se houver uma mulher amada, que eu vá antes, mas que ela não chore. Mas recorde, os momentos de alegria, minhas palhaçadas, tombos e quedas, batidas de cabeça, sorriso amarelo, piadas fora de hora. Que ela se lembre do prazer, e das loucuras na cama, na cozinha, no chuveiro, no..., na...
E sua dor se transforme em prazer e carinho, tão devagarinho, que ninguém entenderia o seu riso caladinho, no canto do salão.
Se tiver filhos, lembrem-se do super herói, das vezes que quando pequenos, trotraram no cavalo de mentira, que sofria de dor nas costas após. Lembrem-se do peso da minha mão, segurando as suas, e também dos olhares de reprovação, e do tapa, que nunca levaram.
Lembrem-se das aulas de filosofia, dos meus textos, de novo da minha mão direita, pegando nas suas, e os ensinando a escrever. Recordem o nome de cada livro que ganharam na vida, cada um que pude ler. Tenham em vista o amor, que viram no seu lar, e de todas as falas, dizendo para que eles disso não venham a sofrer.
Os meninos lembrem-se dos papos de homem, das aulas que na teoria os ensinei a dar prazer. As meninas, do cheiro, das roupas, do carinho, para um homem como eu ter.
Enfim, carreguem-me. Não se esqueçam que paguei tudo. Ainda deixei bom troco, naquelas contas conjuntas, e também em baixo do colchão.Os netos só se lembrem do avô brincalhão, e nunca da deseducação, por mim gerada.
Eu queria mesmo era curtir e ver a cara, dos meus filhos a repetir, tantos nãos.Se não tiver ninguém, nem filhos, nem esposa, nem netos, nem sobrinhos, nem irmãos, pago a um grupo de oração, contribuo com uma instituição qualquer, chamo a banda da polícia militar, pago um coro para cantar as canções de amor, e algumas mulheres para de preto chorar.
Carreguem-me, e não se esqueçam (seja lá quem for) da lápide de mármore branco, que foi talhada por mim mesmo, e que diz: Aqui repousam, os restos de um ser, que amou, que ama e que passará seu céu, amando.

O meu melhor sorriso, enfim.

Siga as instruções.


LEIA FRENETICAMENTE.
Lembra quando gritavamos derrepente: mãe acabei?
Lembra quando sentavamos no balancê e balançava e pareciamos ser os donos do mundo?
Lembra da mão do seu pai na sua a te ensinar o caminho da vida?
Lembra da escola, das professoras, do cheiro de toddy morno na hora do lanche?
Lembra da perua escolar, da vovó e do vovô, e dos apertos na bochecha?
Lembra da primeira namorada, do primeiro beijo, do coração de criança apavorada?
Lembra quando você se perdeu no supermercado tão pequeno e chorou, dando a mão a um desconhecido qualquer, para que ele ajudasse a achar a mamãe?
Lembra quando a mãe gritava: para de brincar e vem comer?
Lembra do seu nome exclamado e da sensação de fracasso quando te chamavam no meio da brincadeira para tomar banho?
Lembra do primeiro choque na tomada?
Lembra dos aniversários cheios de crianças que queriam estar no seu lugar, mesmo que tivessem acabado de fazer aniversário outro dia?
Lembra da adolescência e da curiosidade de saber o que as amigas tinham por debaixo da roupa?Lembra do toque, do sorriso, da vontade de chorar, da música que era dedicada a ela, da televisão ligada, da nota vermelha, da suspensão, do braço quebrado, da bicicleta, e dos passeios às escondidas?
LEIA VAGAROSAMENTE:
P O S S O
T E
D I Z E R
U M A
C O I S A?
A C A B O U

Constatações.

Lembro de você tão menos agora,
(dando o braço a torcer)
comprovando a sua tática certa,
chamada cruelmente de,
distância.

E se a dilatação também de certa forma,
me envolve,
talvez nem pelos mesmos caminhos,
passemos...

Mas algumas horas do dia,
são fatais para o coração,
(ainda bem que nem te dei um beijo)
como a noite,
vazia diante do computador,
sem dizer,oi!!!

Como eu errei...
Fui,
e você nem percebeu,
o outro,
sempre que estava diante,
de você,
fazendo gestos,
poses,
atos,
que não fazem parte de meu cotidiano,
um erro.

Meus amigos decoraram seu nome,
outro erro,
agora perguntam de você,
como se fossem íntimos seus
e trazem a lembrança ao coração,
durante o dia,
em momentos que me distraia,
tirando minha atenção, desta dor.

Dança, música, vento... você!

Ânsias, lágrimas, saudades... eu!

Le mie lacrime

Sono venute all'improvviso, come se mai avessi pianto per la mia storia. Come mai si può avere in 48 ore tutte queste emozione. Non voglio vivere, se la vita è così brutta. Addio.

sabato, agosto 14, 2010

Antagonismos.

Eles me fazem humano, me dão a cor do dia que virá, misturam minhas ideias todas, bagunçam minha pseudo organização, destroem-me e constroem-me... E me preparam para buscar o meio. Uma virtude que está distante.

Labinritos.

Perdi-me em labirintos que eu mesmo construí. Como posso pedir ajuda para alguém que não sabe o mapa nem por onde passam os escuros caminhos.

da minha alma...

venerdì, agosto 06, 2010

Dia dos Pais (texto antigo e vontade sempre renovada)

Papai
Hoje vagarosamente, ajoelhei-me no nada, na barriga imaginária da amada, para cantar os cantos todos que conhecia, diante da criança que um dia, chamaria estridente e de alta voz, ao invés de meu nome e título, a doce palavra: Pai.
Vontade de ser pai passa? Responda-me, o meu coração agora é preso a esta amargura...

No dia do meu aniversário um texto para meus amigos!


Queridos amigos,
Dizem que sou bom com as palavras. Acredito muitas vezes que isto é real, mas hoje... Se qualquer excelente escritor quisesse transmitir o que desejo por estas palavras, pobre coitado, seu trabalho seria em vão.
Muitas vezes precisamos dos revezes da vida, para perceber pessoas, coisas e situações que estão ao nosso lado, e sequer percebemos.
Do fundo do coração, não se ofendam, mas estive relapso com tantas coisas nos 365 dias que me separaram de hoje... Deixei de lado amigos, alguns afazeres, as datas de aniversários que sempre tentei lembrar, visitas, telefonemas, ou até – imaginem – sorrisos. Deixei cabelo por cortar, olheiras tomarem conta do rosto, e até as lágrimas ficaram paralisadas.
Deveríamos ter dentro de nós, um sinal que nos fizesse nunca deixar de lado algumas coisas da vida.
Nas redescobertas que a cada dia faço, surpreendi-me com a palavra “AMIGO”, como se fosse a primeira vez na vida. E talvez seja mesmo. Tenho uma explicação para isso: ainda adolescente fui para o seminário, e saindo de lá, já com idade de adulto e uma cabeça totalmente inocente para a vida prática, tive que recomeçar ou começar uma história. Nas escolas que lecionei, muito se brincou, trabalhou, discutiu... E nas despedidas, algo já prenunciava que o tempo me separaria de algumas pessoas. Quase não restaram amigos.
Meu calado e sábio pai, sempre disse: “Colegas temos muitos... Amigos, poucos!” Sempre fui obediente aos conselhos dele, e ele está certo. Hoje sei que os que para trás ficaram eram de fato colegas.
Por outro lado, antes de acabar o difícil dia de hoje, dia do meu aniversário, gostaria que cada um que receber este depoimento, saiba que a paciência desta leitura significa muito para mim.
Você é meu amigo/a!
E não consigo por palavras fazer com que você entenda todo o valor que tem em minha vida. Cada um de um jeito único. São vínculos de antigos lugares que trabalhei e que se estão em minha vida, me verão certamente envelhecer, e ano após ano vamos nos reencontrar não só nesta data, mais sempre.
São amigos de locais que trabalho agora.
São amigos mães e pais.
Amigos conselheiros.
Amigos que dão colo.
Amigos de sorrisos.
Amigos que trazem festa completa.
Amigos que dizem besteira para me fazer falar mais besteiras ainda.
Amigos que partilham vida inteira, sem medo de abrir o coração. Amigos que escutam com atenção meus desabafos.
Amigos que foram difíceis de conquistar.
Amigos que falam meu nome com orgulho.
Amigos de cantoria.
Amigos que reconhecem meus defeitos e virtudes.
Amigo!
Obrigado pelo dia de hoje, que começou na verdade ontem... Pelo meu nome na rádio! Pela alegria da presença no espaço que está virando um lar! Pela oração da manhã na escola! Pelo abraço de parabéns! Pela música da Xuxa (Hoje vai ter uma festa...) no intervalo do colégio! Pelos presentes tão significativos! Pelo abraço de quem nem sabia a data! Pela festa combinada! Pelas inúmeras mensagens e ligações!
Daqui a pouco vou deitar realizado.
Antes de dormir, ainda vou fazer minhas orações. Quero que saibam com clareza, que diante da imagem da Virgem Maria, e de uma vela que já está lá, vou falar o nome de cada um... A emoção vai vir (aprendi recentemente as lágrimas são os passos de nossa alma), tudo bem, fui bem firme o dia inteiro. Nesta singela oração, espero que Deus, por intercessão de Maria, retribua 100 por 1, tudo o que fazem por mim e tenham certeza, não é pouco.
Irei repousar com um único sentimento: AGRADECIMENTO. Que é o maior sinal de alegria. Que é amor, comunicando amor.
Para mim só peço uma coisa: Que eu seja nos próximos 365 dias um homem ainda melhor. E que eu tenha vocês ao meu lado.
De Coração,
Helquemim Maber
02/08/2010

giovedì, agosto 05, 2010

Ser mãe

Provavelmente filho, você nunca sabera o que sinto. Também é muito diferente te carregar por meses, acrescentar carinho em cada momento, da concepção aos sofrimentos, sem sequer esperar uma palavra de retorno.
Sabe, tantas vezes engoli palavras, deixei de lado vontades, ou até deixei gostos, tudo em troca de sorrisos ou do brilho de seu olhar.
Ensinando-te a andar, nunca imaginei que passos tão longe ias dar.
E dando passos tão distantes, quem direia o quanto cada minuto ia contar.
Estando em um tempo no qual ao máximo gostaria de prolongar, derrepente por estar ao seu lado tudo eu quis acelerar.
Mas em tempo não se manda.
Nem a distância pode se encurtar.
E se eu te contasse tudo o que eu penso, talvez você acharia exagero: minha forma de amar.
Sim... Agora que estás a minha frente, quero deixar a lágrima rolar, quero encher minha boca e erguer minha voz para exaltar, aquele que sempre vou poder chamar de meu.
E um dia sei vão te levar, mas serei tua sombra, a mão a esperar e ainda se preciso: irei te carregar.

Filho, obrigado por retornar.

giovedì, luglio 29, 2010

Solidão

Quem dela falar negativamente, pode ter certeza de que é um fraco!
Solidão é uma das melhores coisas que existe.
Nos encontramos diante de nós mesmos sem subterfúgios.
Sorrimos, comemos, dormimos, arrumamos... se quisermos, quando quisermos.
Há muito tempo não sei o que é isso.
E cada dia deparo-me com alguém novo, cheio de vontades e de esperança, um vitorioso, um grande.
Então meus 1, 77 se tornam 2, 30 e a sabedoria se acumula cada dia mais.
E sei viver, e estar só e sei estar só e sei viver.
Essa é a maravilha da vida, para os grandes como Eu.

E se um dia...

... acordar distraida e perder este foco maravilhoso que assisti você encontrar.
... achar que qualquer despedida pode tudo disperdiçar.
... deixar amizades por razões absurdas ou por alguém não gostar.
... se achar a última dos seres, e de mais nada reclamar.
... cair em um mundo absurdo de sonhos, deixando de lado a realidade, que na maioria das vezes é tão diferente.
... deixar de usar o perfume da vida no seu corpo todo, e ele não te acompanhar.

Ai então vais ter que cumprir esta ordem: tudo ao contrário deves realizar!

"As vezes nossa vida fica de cabeça para baixo, para andarmos de cabeça para cima e o céu enxergar".

Contagem Regressiva

De onde vem a força da vitalidade que existe em um cantinho dentro da gente que não se revela e que não encontramos ainda que nas mais profundas peregrinações para dentro de nosso ser e que quando queremos não aparece facilmente e na maioria das vezes acaba por não nos atender nem depois do mais profundo sono e do nada quando não há queremos brota rígida como a mais alta montanha do mundo é assim que estou agora rígido cheio das vontades todas que não baterão a porta para me atender mas que facilmente chegarão se eu der passos algo que não tenho feito como a ausente falta de pontuação neste texto

mercoledì, luglio 28, 2010

Leito 262

Todos os pensamentos que se tem distante dele são pequenos. Eu mesmo, diante da agora temida realidade, sinto-me pequeno. Passivo a toda a história, virei platéia e saí do controle da situação.
Há, o leito de hospital é sim a derradeira esperança.
Observo os movimentos todos. O entra e sai das equipes revezadas de médicos e enfermeiros. As faces diante do medicamento que já não faz efeito. Ou o sorriso velado de quem pensa não querer passar pela mesma coisa.
Adormeço. Parece que minha lucidez é algo insano. Como posso dormir e perceber tudo? Onde estou? É esta a pergunta que me faço silenciosamente a todo momento.
Acordo. Observo então os cheiros. Éter, produtos de limpeza ou um banheiro que sempre parece precisar ser limpo. Cheiro de comida... Se eu pudesse andar veria exatamente que a ideia de estar perto da cozinha é verdadeira. Quantos cheiros.
Adormeço. E distante de meu corpo visito minha casa, a atual, a antiga, a dos meus pais. Escuto vozes que chamam meu nome, ou apelidos que talvez um dia tenham sido carinhosos.
Acordo. E sinto mãos e abrindo lentamente os olhos vejo rostos que conheço, mas ao mesmo tempo não. Me dão a mão, forçam sorrisos animadores, uma delas corre, por não aguentar ver, penso que a mim, assim. A pior hora do dia chega e então tenho que quase por força sentir sabores que não existem. Quero voltar a dormir. Quero parar de acordar.

Dois sangramentos... Um vermelho e outro transparente não me abandonam.

lunedì, luglio 26, 2010

O Bobo da Corte.

Se eu vestisse todas as mais estranhas roupas e coloridas, e maquiasse todo o meu rosto, passando batom na testa, como se lá estivessem meus lábios, e balançasse todos os mais estranhos sons, saltitando para os lados, frente em acrobacias arriscadas, sem me importar?
Talvez arrancaria de ti um meio sorriso, daqueles que a boca prepara só para tentar agradar.
Se eu então desesperado, contasse as piadas todas que sei: de fanhos, de loucos, de português...
Talvez arrancaria de ti um som baixinho, como quem diz: valeu por tentar.
Se eu por último fizesse ao teu lado silêncio, por quantos dias fossem precisos, e se vendo lágrimas escorrerem, derramasse distante também algumas só por companhia, e retirasse as pedras que estão em teu caminho sem que você me avistasse, e por fim, digitando palavras que viessem eu formasse um texto.
Você renasceria, pouco a pouco, e novamente se tornaria a gigante que imagino, e então sorriria, lábios, sons, corpo inteiro.
Para satisfazer o dono do título.

Piccinina...


Se penso em ti: uma palavra.
Mas se te vejo: mil certezas.
Poderia então mil e uma noites completar tua história?!...
Mas não podemos controlar o tempo!
Porque agora não ages como um dia me ensinou?
A viver somente de instantes?!..
Sorrindo para os já passados.
Colocando a dança nos agora vividos.
No teu intenso azul impenetrável.

mercoledì, luglio 21, 2010

Caixinha de Surpresas

Se te vejo sorrindo, entendo que amigos, fazem a gente vibrar.
Mas se te imagino pensativa, a trocar palavras todas, até porque falamos, nem tento penetrar, eu entendo o seu olhar.
E se somos assim, palavras todas não vão transformar, o que as atitudes todas estão para acalmar.
Há, se baianamente eu pudesse... Mas acontece que corações frios e ninhos de amores vazios, doem... E cansam... Um cansaço que não tem o repare.
Droga, o fazer de cada momento que poderia ser único uma droga.
Ainda que das lícitas, droga.
Não!!!
Deixa de lado tudo o que te entorpece...
Abre a caixa.
Essa estrutura que chamamos de corpo, junção do que um dia serão restos, cultuados mas um dia esquecidos.
As surpresas estão nos olhos e nos olhares.
E a vida pode ser azul, você tem essa marca e não pode esquecer disso.
Voa.
Viaja.
Caminha.
Entoa a melodia de tua canção distante.
Vive.
Essa é a surpresa, que se apresenta como algo deixado de lado, estagnado num passado próximo, que destroi um presente todo, que você tem que
Viver.
A juventude acabou... Resta a maturidade que pode ter para sempre ares de jovialidade, mas que constantemente sentirá o peso de viver. Mas nada significa: dor.

Nem as palavras podem dizer...

pois elas são criadas por nós, e entendidas por quem se deixa interpretar...

E se por acaso...

... fosse fácil como penso, e dobrando a esquina da virtualidade eu te encontrasse.
... pudesse dizer para sempre, sem desconfiar da minha fala.
... as interrogações virassem exclamações contínuas.
... as dores fossem alheias ao meu corpo fechado.
... tudo batesse a minha porta fazendo-me o maior.

... dessem o nome diferente a isso tudo, e me retirassem a vida...

sabato, luglio 17, 2010

Era verão...

... e estavas comigo, era verão e faz já tanto tempo... e a cada hora nos descobríamos, fazendo cada momento ser feliz, sem amanhã... Era outono e estavas comigo, mas já faz algum tempo... Nossos sorrisos, nossas canções, deixavam para trás o verão passado... E o inverno chegando, nos fez juntar as mãos e corpos, buscando chamas existentes, quentes, posições carinhosas - ainda que no dia seguinte as dores do corpo fossem recompensadas pela memória.
Estação após estação nos perseguiamos, mas cada uma delas apagava algo, e eu não percebia. Meus sonhos continuavam ali, enquanto as lágrimas te escorriam claras do rosto, me dizendo: Adeus!
Estações se repetiram... Sonhos se foram, e no teu sorriso já aparecia uma força, e os brilhos dele já não eram mais meus. Não eram necessárias mais as datas, os planos, as coisas... E eu tentando reviver as estações como da primeira vez... enquanto as lágrimas te escorriam claras do rosto, me trazendo uma mensagem somente: Adeus!

Terei tantas outras estações na minha vida. Tenho uma esperança forte, certeza. De que as reviverei.

E possivelmente sem precisar dizer: Adeus!

inspirado por famosa canção italiana

giovedì, luglio 15, 2010

Sentimentos giram...

... com o mundo e como o mundo, pelo menos para os sensatos, sempre há uma melhora. Paixão pode se transformar em amor. Amor em amizade. Esperança em realização... Enfim, sou esta roda toda que movimenta a minha, nossas vidas.

de Drummond

"Não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também a impossibilidade de as ver de qualquer maneira."

domenica, luglio 11, 2010

Gratuidade

Peguei-me pensando em todas as interrogações que me levam a ser como sou.
A única palavra é: Gratuidade.
Saber-se tão solicito ainda que na distância, ou sem vínculo algum.
Oferecer-me para favores inóspitos, sem saber sequer se vão agradecer ou lembrar de meu nome.
Talvez vocação? Visão diferente da vida? Perda de tempo?
Sou assim... E isso acaba por me responder tudo. Sou a resposta das minhas próprias questões, insistências, todas.

Insistência

São já três dias de saudável insistência. Caminhar, caminha, caminhar. Como se todos os caminhos resolvessem os impasses todos. De uma vez. Como o sorriso gratuito que nos três dias recebi de três meninas, recém saídas do colo, dando como eu seus primeiros passos.

sabato, luglio 10, 2010

Sem palavras...

... até tentei resumir os sentimentos todos da noite não dormida em palavras, mas algo me segura os dedos, como se não pudesse despejar o quão tão bom foi, e o quanto tão bom será a companhia de quem vive de boemia, e já no começo tentou me irritar.

... bem que eu queria escrever algo da hora, mas não to inspirado, né?

Vendado tão somente por mim.

Dei passos vendados.

Não precisei de nada, tirei-as de mim.

Dei passos vendados.

Mas vez ou outra abri os olhos.

Dei passos vendados.

E o vento me levava descordenadamente para os lados.

Dei passos vendados.

E a esperança era de que no próximo eu batesse a cara em algo realmente sólido.

Dei passos vendados.

Levemente uma brisa acariciou meu rosto tornando-se imediatamente uma rajada forte, precipitada.

Dei passos vendados.

Mas os olhos se abriam com medo.

Dei enfim passos de olhos abertos, e a vida se fez por inteira, correndo ao meu lado, sorrindo, amando, falando palavras docemente acentuadas, porque toda a vida está aqui.

VIVENDO TÃO SOMENTE POR MIM.

domenica, luglio 04, 2010

Domingo

Ainda nem dormi e já é domingo. Agora sei que é o melhor dia da semana. Deveria se chamar liberdade. O poder andar por ai, sem saber para onde ir, no sol invernal que tantos invejam! Será assim. Mais um dia cheio de momentos do que momentos cheios de dias. Dia da vitória de alguns e da derrota de outros. Mas um domingo que as crianças vão poder subir em suas bicicletinhas empurradas por seus pais. A bola vai entrar em milhões de campos. As casas serão perfumadas por odores diferentes. As mães gritarão: está na mesa. As Igrejas repicarão seus sinos todos... Um domingo.

Dos velhos tempos... Atuais tempos... Diferentes tempos.

giovedì, marzo 01, 2007

Ausência
Quero chamar esta fase,
ausência,
já que os textos,
por nada chegam,
aos dedos de quem
tecla outras coisas,
compromissos...
Ausência agora,
é felicidade,
de quem tem tudo,
sonha pouco,
enfrenta problemas mínimos,
sorrindo...
Minha felicidade é sorriso,
poucas letras,
em uma palavra que éanseio de nosso tempo,
felicidade.

Embrião

Voltar a vida embrionária, visualizar a escuridão toda, sentindo uma certa proteção - ainda sem saber-se protegido...

E então viver... Assim, silenciosamente só, esperando o que não sabemos que virá...

Dormindo, comendo, ouvindo vozes desconhecidas do além ventre...

Para um dia renascer e no colo de desconhecidos com desconfiança sorrir.

domenica, maggio 09, 2010

Mãe

Hoje acordei com lágrimas nos olhos. Na verdade minha tristeza era única: o saber que estava triste por saber que eu sofria. Natureza bela mais ingrata. Só te deixou proteger-me por 9 meses. Depois, o vento, as doenças todas, os beliscões na escola, os adultos e os não adultos, o amor, o desamor, os compromissos levados a sério ou não... todos me atingiram.
Pois é mãe, mamãe...
Aqui estamos outra vez.
Tentando dar passos de felicidade, com o coração fragmentado, as forças diminuídas... Mas vivo... Inteiro. Para ti.
Te amo.

lunedì, gennaio 04, 2010

2010

2010 coisas teria para dizer... 2011 motivos tenho para calar.

sabato, ottobre 31, 2009

Dar um tempo

Só agora entre um cigarro e outro na varanda deste lugar que há muito não é meu, que percebí o que é dar um tempo.
A Lua está cheia, mas o excesso de núvens, indo em direção qualquer só a deixa ver depois de algum tempo. Dar um tempo. Aceito, só não sei se o Amor são as núvens muitas de hoje, ou os raros olhares para a Lua Cheia nesta noite tão especial.

Pesadelo

Hoje vivi vários pesadelos, de alguns me lembro, em outros estava tão fora de mim que se me olhasse em um espelho veria somente o mal. Pedi desculpas. Pare que foram aceitas. Depois saí de mim novamente, vendo gente que amo ficando para trás. Ambulância, hospital... Dores de amor são motivo de desatenção por lá. No final a viagem, para o último lugar que gostaria de ir, não pelas pessoas que estão por aqui, mas porque há muito parti, para outros portos seguros que perdí.

venerdì, ottobre 30, 2009

Lição Final sobre o Amor

Bom, não me sinto mais a vontade para trabalhar este tema entre os meus alunos, já que não sei na vida colocá-lo em prática, portanto, quero escrever estas palavras finais sobre o tema, como se fosse uma aula minha, cheia de vida... a melhor...

Queridos, muitos andam se enganando no que diz respeito ao amor. Acontece que a juventude tem vivido momentos de intensa obssessão, que é um sentimento negativo de posse absoluta de algo.
Amores não são conquistas. Não são posses. Tudo talvez comece errado no dizer: Meu Amor.

Flávio Gikovate em seu livro sobre solidão e amor relata assim o processo que nos leva ao amor.

Fase 1. Quando estamos sozinhos, não nos contentamos em estar neste estado. Como se todo ser humano nascesse para ter ao seu lado alguém, o que é bastante compreensível, depois da teoria da sexualidade explicada por Sigmund Freud. (nas aulas falo sobre a teoria, aqui seria uma outra aula).
Olhamos para todos os lados, procurando encontrar uma companhia, alguém que nos complete.
O menino entra no metro, estação Vila Mariana em direção ao Jabaquara, na estação Santa Cruz entra uma menina linda e se põe em sua frente. O olhar do menino desesperadamente procura o olhar da menina.

Duas possibilidades: a menina faz cara de desprezo. O coração do menino desacelera, ele praticamente a esquece, e até pode acontecer de na outra estação entrar outra menina, e o ENAMORAMENTO pode acontecer.

A menina se interessa, eles trocam olhares até que surja a coragem de trocar um contato, msn, telefone...

Bom, dai se a segunda possibilidade acontece, eles começam a se conhecer. Surgindo assim a PAIXÃO. Estado no qual idealizamos (mundo das idéias é bem diferente da realidade), alguém muito mais especial do que de fato é. Seu hálito é o melhor, seus cabelos sedosos, seus gestos incríveis, quando fala me derreto todo...

Bom, acontece que quando nos damos conta da real, somente sendo loucos, pensando na Obra Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, e é lógico, satirizando, é que podemos aceitar a pessoa como de fato ela é.

AMOR uma aceitação total do outro em sua vida. Eu me arriscaria a dizer na lição final, AMOR É SACRIFÍCIO. Que somente dois podem fazer. E somente neste estado pode surgir pela primeira vez as palavras: Eu te amo! Tudo assim, vagarosamente, em um período que em geral dura cerca de 2 anos e meio, para acontecer.

Mas hoje ao invés, diz-se Eu te amo, logo de cara, sem preocupações de se amanhã estamos juntos ou não.

Exemplos a parte, escrever é muito diferente de falar, quando meus alunos me pedirem aulas sobre o amor, limitarei-me a citar os filósofos todos, que em seus pedestais de saber ditam regras interessantes, até que vejamos na prática que cada história é uma história, seja quanto dure esta tal fase: AMOR.

Uma história de amor

A Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, jurou para si mesma que jamais se casaria. Seu pai, porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três duríssimas charadas. Entre a fila de pretendentes, aparece um príncipe jamais visto na região. Ele, no primeiro contato, imediatamente se enamora da princesa Turandot. E consegue a façanha de acertar os enigmas... Desesperada Turandot chora amarguradamente. Vendo-se sem saída e já noiva daquele homem. O Príncipe desconhecido então propõe, já apaixonado, um enigma. Se a Princesa Turando acertasse seu nome, ele não a desposaria. A princesa imediatamente coloca todas as suas súditas mulheres, sob pena de morte, para descobrirem o nome daquele homem. Elas teriam até o amanhecer, prazo contadinho para o fazer. Enfim, o Príncipe desconhecido passa todo o dia vendo os gestos, as falas, a vida de Turandot. Ao deitar-se já no anoitecer, o Príncipe coloca-se escondido em seu quarto, e em silêncio, aprecia a jovem princesa dormir passando sua.

O dia já estava para raiar quando o Príncipe, então, cheio de Amor já em seu coração e vendo que a princesa entre pesadelos decide libertá-la já que o amor não faz ninguém sofrer o que não quer.

Então ele canta suavemente em seu ouvido:

ITALIAN;
Nessun dorma! Nessun dorma!
Tu pure, o, Principessa,
nella tua fredda stanza,
guardi le stelle
che tremano d'amore
e di speranza.

Ma il mio mistero e chiuso in me,
il nome mio nessun saprá!
No, no, sulla tua bocca lo diró
quando la luce splenderá!

Ed il mio bacio sciogliera il silenzio
che ti fa mia!

(Il nome suo nessun saprá!...
e noi dovrem, ahimé, morir!)

Dilegua, o notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vinceró!
vinceró, vinceró!

Ninguém Durma!Ninguém Durma! Você também oh, princesa, em teu quarto frio, olhe as estrelas, que tremem de amor, e de esperança. Mas meu mistério está fechado em mim, e o meu nome, ninguém saberá, não, não, sobre tua boca eu o direi, quando a luz esplandecer. E o meu beijo escolherá o silêncio, que ti faz minha. (O seu nome ninguém saberá, e nós deveremos todas morrer, morrer) Desapareça a noite, que as estrelas se escondam, no alvorecer, vencerei, vencerei, vencerei!

Fala então em seu ouvido, tristemente: Meu nome é Calaf. Sua vitória foi libertar sua amada, do peso do matrimônio.

Quando toda a assembléia se reúne a Princesa agora já sabendo o nome do Príncipe desconhecido e diz: O nome dele é AMOR.

O Amor deles durou eternamente em um casamento feliz, no qual um assumiu o outro, como todo o coração.

Seu aniversário será sempre um dia feliz para mim, ainda que seja na sua libertação. Vencerei, vencerei, vencerei.

Alfabeto

Quero A ela quer B
Quero C ela quer D
Quero E ela quer F
Quero G ela quer H
Quero I ela quer J
Quero L ela quer M
Quero N ela quer O
Quero P ela quer Q
Quero R ela quer S
Quero T ela quer U
Quero V ela quer X
Quero Z ela quer palavras

Se quiséssemos o Alfabeto inteiro, ou a junção da palavra AMOR tudo estaria resolvido.

Alunos

Quem diria que sem saber perceberiam, que o louco deixou por um tempo a insanidade, agora revertido o quadro fazem de tudo para eu rir. Até conseguem depois de 5 aulas um sorriso. Somente frases bonitas tenho dito, mas eles não se contentam com este pouco de mim, querem-me inteiro, enquanto estou perdido de mim mesmo.
Estou ficando com saudades do Maber. Não que o bom professor tenha ido embora, mas a graça partiu. Mas retornará.

Terceiro dia

... Um susto esperado, o retorno inesperado, o abraço primeiro desejado, a conversa sempre desvinculada, a história repetida, lágrimas incontidas, o abraço já sem forças e as esperanças escondidas.

giovedì, ottobre 29, 2009

Conversa com seu avô...

... naquele dia de solidão procurei o túmulo de alguém desconhecido, mas que tanto ser falado fez-se presença em minha vida. Lamentei não o ter conhecido, mas não fui lá para isso, fui pedir-lhe proteção. Primeiramente para tua vida, tão desconhecida e agora revelada. Falei também sobre nós, como se ele tivesse uma capacidade protetora de curar nossas feridas todas e fazer-nos começar. Talvez não tenha feito nada bem e caminhar por lá. Mas talvez um dia o encontre e sobre esta antiga história possamos conversar.
A minha solidão é como o seu túmulo concluo, sem ninguém para visitar.

Segundo Dia

No segundo dia levantei em tempo. Tomei o habitual banho. Sai para o trabalho. Cheguei na hora certa. Dei a aula justa.
No segundo dia chorei entre uma escola e outra, e quando cheguei na segunda, a face não pode ser evitada, questões intermináveis e ombros amigos, como que refazendo o trajeto do dia da feliz junção no qual estavam presentes.
No segundo dia um almoço corrido e as atividades todas por vir. Partilhas de futuro, planejamentos escolares de 2010, e concluí que é loucura planejar um ano quando não sabemos se estaremos aqui.
No segundo dia um sono mais profundo, um convite, um segundo, umas palavras todas dadas lentamente para registrar.
No segundo dia a ausência de companhia, a falta de notícias, cachorros e gatos a me olhar. Nenhuma palavra somente um bilhete nem mesmo descente só para avisar.
No segundo dia mais certezas e mais idéias de que não voltarás. Pois afinal o amor não espera um segundo para recomeçar.

Primeiro Dia

No primeiro dia fiz de tudo, e tentei. Dar as aulas como se fossem novas, e só na sexta aula um sorriso. Senti pena e medo mortal pelas histórias de vida da imensidão de alunos que tenho em frente, e desejei-lhes uma história muito diferente da minha.
No primeiro dia cometi um último erro. Um telefonema uma cobrança, como se não houvesse vivido o momento. E escondi-me nas esquinas, para ver mais uma vez o seu rosto, como se o vendo pudesse ver o coração e sentimentos. Menti para mim mesmo.
No primeiro dia adormeci na aula de italiano, fui sutilmente acordado por alunos, que nada tem haver com a história.
No primeiro dia com o carro cheio de tralhas acabei por voltar a casa na qual em momento algum estive com outro alguém, nem sequer em pensamento, quanto mais em palavras tão carinhosas trocadas pela internet, enquanto o outro dormia.
No primeiro dia um sono truncado, um coração magoado, pode gritar verdades minhas a quem nem tem nada haver com a história. Mas foi somente um primeiro dia.

O Momento

Foi um olhar final. Meu coração o dizia. Como no olhar inicial, óculos nas mãos e na cabeça uma esperança. As intensas voltas no carro prata, as cantorias por ai, a cama cheia de desejo, o lamber os lábios após refeições, os elogios todos... esquecidos e deixados de lado.

Foi um olhar final. Foi-se a eternidade e no céu a noite nublada fez com que não se pudesse ver nem sequer as três estrelas.

Foi um olhar final e sem sentimentos. E o seu pulo do sofa, bastante leve, como se a ida fosse o caminho mais fácio.

Foi um olhar final eu sinto. E eu um problema fui afastado de sua vida derrepente, como quem vira a página de um livro aberto sem querer, e se desinteressa nas páginas iniciais.

Foi um olhar final e não sei o que espero. Este misto de sentimentos de que ainda pode ser. Analisado por quem está de fora, loucura.

Foi um olhar final, final.

Julho de 2009

Nunca pensei... nunca sonhei... nunca esperei, que este mês fosse o fim de duas histórias lindas.
Sou um sobrevivente neste emaranhado todo, gelado...
... que é você!

Fé.

Parece ousadia dizer que perco sempre a fé.
Por outro lado é humano no desespero deixá-la de lado.
Na atualidade quero pensar sim... Até o penso um pouco.
Derrepente um não enorme encobre meu corpo, como se...

... fosse um eterno Não.

Amigos

Perdi todos os amigos, seguindo o conselho de meu pai. Conhecidos são muitos, colegas os que convivemos, amigos contamos nos dedos.
Agora não há ombro, não há hora, não há desculpa para um telefonema a qualquer hora.
Recomeçando, quero fazer a história, ser outra que nunca existiu, e todo o passado embora, que aos poucos partiu.
Não vejo a hora, de saber quando começar a deixar as cortinas se fecharem, neste espetáculo que daria uma novela e faria os que vissem chorar.

Insistências

Os meus movimentos ligeiros,
a tua palidez cadavérica,
a dúvida se desfazia somente
pelo calor não ausente,
nos fragmentos de sua respiração.

mercoledì, ottobre 28, 2009

Do certo ao duvidoso (Versos bestas, título justo)

Sou assim cheio de defeitos,
mas agora dominados,
já controlas o meu peito,
e me dizes, vou embora,
pensar a teu respeito.

Balança desgraçada,
saber que a sua amada,
carrega dúvidas em seu coração.

Maldito prato do outro lado,
que tão louco e desgovernado,
vem cutucar a emoção.

Troca, vai, quebra a cara,
mas não venha nas madrugadas,
me pedir atenção.

Pois do leão ainda que manso,
já mais nada será de alcanço,
nem por pura tradição.

Vai do certo ao duvidoso,
achando que o caminho será gostoso,
sem mais desilusão.

Pois me conta, qualquer hora, porque tanta demora de acertar sua decisão.

Cancelamento de um sonho...

... filhinho, você partiu com três meses e dilacerou um coração esperançoso. Sei que foi a última das minhas possibilidades, de realização de uma história acertadinha. Sei também que minha vida mudada por dias, agora se transformou de vez, mas você dos meus sonhos, sua mãozinha aberta com todos os dedinhos e seu pezinho, restarão na minha memória como o fruto de um amor que como você se foi...

... filhinho, não posso te ninar com ninananas italianas, mas vou pedir para não sumir nunca da minha vida a emoção de ter comemorado interna e externamente a tua história de dias.

... fui papai, mas já cancelo o sonho de o ser no futuro. Crenças minhas que estão ficando para trás, e que formarão um novo ser. Vou arriscar o teu nome, uma certeza me diz: Pietro, e eu te peço, dai do alto, cura meu coração.

Opção/Decepção

Para a Puta que o Pariu esta história de destino.
Na vida o que fazemos são opções.
Sempre e a cada segundo, muitas vezes sem intenção,
acabamos por escolher todo um ciclo de coisas por vir,
diretamente para nossa vida.

Muitos tolos repetem: Aquilo que tem que ser tem que ser.
ou: Está tudo escrito.

Mas temos a opção, nas mãos de partir para ação.

Algumas escolhas são felizes, outras não... Ciclos, repetidos, ciclos.

Consequências, e lágrimas, quando percebemos que já é tarde.

Ex-Minha Menininha.

... que agora já mulher, fez sua transformação, escolhendo pêra ao invés de pão, deixando todo o levedo de lado, o trigo, sovado, suor, calor e mãos...

... se fores assim feliz, só não peça minha atenção, mas saiba que do outro lado, restará maior emoção, no pão amassado, cortado, derramado, no chão.

Novidades

Amanhã garanto que novidades, sem nenhuma leviandade acontecerão. Por que os dias todos são assim, recheados do misto visível e invisível das emoções todas. Felizes os cegos, surdos e mudos. Infelizes os que sabem que as novidades os afetarão diretamente de onde jorra o sangue... coração.

Loucura

Salve Rainha Loucura, que governas a história do mundo.
A tí os mais elevados agradecimentos pelos erros todos que cometí.
A tí os louvores por achar-me são na insanidade, toda, quanta maldade.
Salve Rainha Loucura, acompanhas minha vida, vivida, plena de loucuras.

Camadas da Pele

Ultrapassou minhas camadas todas.

No início, perfurou a pele como que com uma lâmina afiada, de barbear. Mas aguentei a dor toda, lutando contra ela, cicatrizando-a a cada tanto.

Afundou o corte, 178 vezes mais, como se aquele fosse o sinal do esquecimento todo, de um partir para outra, mas usando de mil subterfúgios, curei a ferida sangrenta.

Agora que o corpo esta fraco, a faca foi enfiada. O pior é que a pergunta respondida, fez com que a faca entrasse todinha, até o braço não ser sentido.

Uma mão retirou a profundidade da faca e não sei de quem ela era.

Mas quando chegou a faca saiu inteira. No olhar, na palavra culpa, surgiu o meu imenso, de onde tiro forças, perdão.

Não passou muito tempo, a palavra culpa se tornou covardia e humilhação. E ela, faca na mão, penetrou todas as camadas de pele, afetando o meu coração.

Partiu... Deve estar bem, enquanto meu ser jorra as últimas gotas de sangue antes da transfusão.

giovedì, ottobre 22, 2009

Na lápide...

... somente um sorriso que por muito tempo foi meu.

Para acabar com a dor...

... ousei, mas no fundo, há aumentei.

Passou e Passaram.

... a alegria.
... a esperança.
... as vontades.
... a criança.
... o brilho.
... o sorriso.
... a fome.
... o gosto.
... as histórias.
... as rezas bravas.
... as vitórias.
... o perfume.
... a trajetória.
... as fotos.
... o encanto.
... o tato.
... o naturalmente umidecido.
... a vontade.
... as mãos dadas.
... o abraço.
... o beijo molhado.
... o ouvir voz e gemidos.

inesperadamente, passou o tempo, passaram as horas, acabou a vida.

Imperfeições

Quando elas acontecem, não há formas, hora, honras, tempo.
É tarde, desencontros, sequer lamentos, de um vai e vem, correndo.

martedì, ottobre 20, 2009

Vira virou...

... o mundo já não em rotação constante, mas freneticamente girante, freando de lá para cá. Dai doeu. Alma, mente e corpo. Derrepente, fazendo-me, logo eu, dançar.

Arrivederci

Vou embora sem dar tchau.
Como se fazia antigamente.
Mas eu tentei tão somente.
Dizer um oi afinal.

Deixarei pouca herança.
Talvez algum trabalho.
Porque é assim a vida.
As vezes há desmaios.

Em pensar que pensei em ficar para sempre.
Debaixo de um carinho quente.

Il futuro

Non c'è niente preparato per il mio futuro. Conosco solo i dettagli, sempre i dettagli, che ne vorrei semplici di questa volta.
Voglio un piccolo posto lontano da te. Lascierò andare questa voglia di parlare con il mondo. Lavorerò di meno. Guadagnerò logicamente di meno. Sarò un anonimo. Mangierò qualcosa. Lascierò qualque gusti che ancora non so perché ci sono nella vita mia. Sarò più umile. Meno responsabile. Non mi basterà arrivare nella vita mia e chiedere un posto. Il Maber passato è morto. Come quando Helquemim è andato. Ma il nome resterà. Non ho più opzione. Triste. Triste vivere senza vivere. Triste sognare e vedere il sogno andare. Mi domando sempre... Perché devo passare per queste cose? Cosa ho fatto nella vida da ricevere come merito tutto questo. Incubo. Incubo. Incubo.
Sono proprio il parafulmine del mondo?
Non mi contento di vedere gli altri nella sofferenza. Perché io? Domando a Dio.
Dove sei, signore dell'universo?
Mi risponde... Come dicono che ha fatto a tanti nei secoli.
risponde...
risponde..
risponde.

Depois daquele dia...

... gritamos um com o outro.
... deixamos de lado os sonhos.
... fizemos coisas separados.
... deixamos de ficar colados.
... apagamos a chama das vontades todas.
... retiramos nossas mãos coladas.
... criticamos os apaixonados.
... buscamos vícios diferentes.
... ficamos quase ilhados.
... fomos mau interpretados.
... não fomos mais homenageados.
... vimos as estrelas virarem estrelas cadentes.
... fomos tão enfeitiçados.
... deixados.
... invejados.
... esquecidos.
... banidos.

que nem sei dizer o que é fim.

Naquele dia...

... olhei para o lado e lá estava.
... o interfone tocou: presente.
... não mais vivi sozinho.
... ganhei uma família.
... vivi um sonho.
... pensei em detalhes.
... trouxe para perto de mim estrelas.
... pintei paredes.
... fiz inúmeras listas.
... escrevi bilhetes.
... comprei um par de enfeites dourados.
... corri como louco para surpreender-te.
... tudo ficou colorido.
... avisei todos os amigos.
... partilhei detalhes.
... abracei-te longamente.
... sorri até ter caimbras na bochecha.
... ardentemente te fiz minha.
... caminhei de braços dados.
... apresentei-a para todos.
... escrevi mil poesias.
... pude dormir ao teu lado.
... esperei móveis sonhados.
... retornei aos detalhes.
... fui festejado.
... concretizei sonhos.
... amei-te em silêncio.
... percorrí em dias nove meses.
... retornei o meu percurso em uma jornada.
... te dei adeus, tão somente.

Surdos

As batidas espaçadas,
ritmadas,
em fluxo contínuo,
dentro da mente,
ardente,
que nestes dias não me deixam mais.

Algumas vezes pensei que loucura era,
um estado visível, diagnosticado.

Hoje não sei dizer quando começou. Mas sei dizer devagarinho todos os sintomas.

... passadas largas...

... em um tempo finito, que deixado de lado, foi correndo, no tempo, vento, dias. Em alguns passos as marcas, em outros tropeços, avessos, destinos. Sem forças para caminhar desisto, já não insisto, e o cisco entra no olhar. Lágrimas provocadas, soluços, engasgos: dor! de amor.

lunedì, luglio 06, 2009

Tanto tempo...

... engasgado com a palavra que agora deve sair vagarosamente sem talvez jamais voltar...

martedì, febbraio 10, 2009

Só agora...

... percebí a distância do meu último escrito, já postado.
Como tempo passa diferente,
quando queremos um pedaço de gente,
no qual colocamos a solução da vida...

... mudança...

Re-começo!!!

Enferrujado pela fuga das palavras,
que em mim tem outro nome,
felicidade...

Vou vivendo pelos dias já não infinitos,
porque ao amar-mos tudo muda,
rapidinho...

E do passado, somente nomes distantes,
que ao menos nunca foram despedidas.

lunedì, aprile 07, 2008

METÀFORE

O que são elas, do que compostas são? São de palavras, mas "causa di quê" bate o coração?
Seriam elas o motivo? O descompasso freqüente? A ânsia de toda a gente?
Um suspiro molhado, olhado ou guardado?
Um lápis desapontado, que já lápis não é?
O escorpião do sonho, amarelo, nada magrelo?
Solitário movimento, sem graça, desgraça?

Ou simplesmente um emaranhado amarrado com nós bem dados?


PS. E se explica o poeta, pobre da poesia...

venerdì, marzo 28, 2008

Raramente...

... se abre o céu,
então o sol pouco ilumina.

... o dia termina,
parecendo que sim, terminou.

... há trégua na luta,
tudo é eterna labuta.

... começa a alegria,
manhã, tarde, noite, novamente dia.

... cai sofrida lágrima,
como se uma somente fosse suficiente.

... escrevo uma linha,
duas então, nunca mais.

Mas sei que raramente a vida da gente se transforma em constantemente.

mercoledì, gennaio 23, 2008

Se

Se a vida é mar,
sou um abandonado barco...

Se a vida é vento,
sou uma núvem de poeira...

Se a vida é água,
sou uma impureza qualquer...

Se a vida é fogo,
sou cinza de uma cinza maior...

Se a vida é perfeita,
sou uma criatura cheia de felicidade.

Se a vida é imperfeita,
sou a pedra no sapato, o mágico, o palhaço...

... sou transformação da imperfeição, enfim.

mercoledì, ottobre 10, 2007

A frase

"Na imensidão do céu, três estrelas, as mais brilhantes, ignoradas por muitos, e encontrada por nós: você, eu e um futuro amor"

domenica, agosto 19, 2007

111 pontos de reticências

..............................................................................................................
eis os pontos de reticências, que anunciam o grande dia, de uma história para sempre:
enquanto durarem os dias.

só não digo conto de fadas, porque sem dificuldades só as histórias encatadas, que um dia diremos felizes, a ninar os pequenos aprendizes...

são 111 dias, que separam o momento, desta nossa alegria.

Muitos outros do passado...

Réquiem in Pace. (Descanse em paz).

Gargalharia, antes do término de minha vida, um pouquinho antes da partida, revendo o todo, emaranhado de coisas vividas. Morreria sorrindo. Deixando um bilhete ao doutor legista, para que o sorriso, descrito fosse no todo, e à certidão de óbito, fosse anexada uma foto, do pálido sorriso.Previnido, deixaria tudo preparado. O tecido mortuário, substituiria as flores, que não quero por cima de mim, e no linho branco, já amarelado pelo tempo, estaria escrito um poema sem fim. Dois metros e cinqüenta de linho, com linhas escritas por mim, em nanquim, relembrando locais, pessoas, atos, feitos, desfeitos. Um poema que se chamaria minha vida. Longo, longo poema. Deixaria nele revelações, quem não tem algumas, em letra pequena, só para que o caixão estivesse sempre rodeado. Caixão branco, por mim encomendado, forrado de metal, para que eu me consuma por mim mesmo, sem os vermes de outros seres antes enterrados. Criamos nossos próprios bichos. Eles já estão aqui comigo em potência.Se houver uma mulher amada, que eu vá antes, mas que ela não chore. Mas recorde, os momentos de alegria, minhas palhaçadas, tombos e quedas, batidas de cabeça, sorriso amarelo, piadas fora de hora. Que ela se lembre do prazer, e das loucuras na cama, na cozinha, no chuveiro, no..., na...E sua dor se transforme em prazer e carinho, tão devagarinho, que ninguém entenderia o seu riso caladinho, no canto do salão.Se tiver filhos, lembrem-se do super herói, das vezes que quando pequenos, trotraram no cavalo de mentira, que sofria de dor nas costas após. Lembrem-se do peso da minha mão, segurando as suas, e também dos olhares de reprovação, e do tapa, que nunca levaram.Lembrem-se das aulas de filosofia, dos meus textos, de novo da minha mão direita, pegando nas suas, e os ensinando a escrever. Recordem o nome de cada livro que ganharam na vida, cada um que pude ler. Tenham em vista o amor, que viram no seu lar, e de todas as falas, dizendo para que eles disso não venham a sofrer.Os meninos lembrem-se dos papos de homem, das aulas que na teoria os ensinei a dar prazer. As meninas, do cheiro, das roupas, do carinho, para um homem como eu ter.Enfim, carreguem-me. Não se esqueçam que paguei tudo. Ainda deixei bom troco, naquelas contas conjuntas, e também em baixo do colchão.Os netos só se lembrem do avô brincalhão, e nunca da deseducação, por mim gerada. Eu queria mesmo era curtir e ver a cara, dos meus filhos a repetir, tantos nãos.Se não tiver ninguém, nem filhos, nem esposa, nem netos, nem sobrinhos, nem irmãos, pago a um grupo de oração, contribuo com uma instituição qualquer, chamo a banda da polícia militar, pago um coro para cantar as canções de amor, e algumas mulheres para de preto chorar.Carreguem-me, e não se esqueçam (seja lá quem for) da lápide de mármore branco, que foi talhada por mim mesmo, e que diz: Aqui repousam, os restos de um ser, que amou, que ama e que passará seu céu, amando.O meu melhor sorriso, enfim.


Fina Folha
Esconda-te, desfaz teu sorriso, e enfrenta, o vento que a vida manda,com a folha já morta, e seca, diferente da tua vida viva, e molhada,sépia, opaca, alegria acabando,colorido pouco, só o teu olhar, e lábios avermelhados, de uma cor não natural,gerada, quantas passadas, daquele batom que para mim não tem gosto nenhum,eu, que não devia estar neste texto, já que não sou o motivo do teu sorriso desfeito,assopro mais ainda, para ver se a fragilidade da folha,te deixa nua, outra vez.



Ausências...
Falta o apetite, Falta a memória,Falta o sorriso,Falta a vitória,Falta o carinho,Falta a mão,Falta o coração,Falta a alegria,Falta o tesão,Falta a coragem,Falta o amor,Falta a ilusão,Falta o olhar,Falta a visão,Falta o voar,Falta a dança,Falta o cabelo,Falta a voz,Falta...Falta...Falta...Falta...E resta somente algo que não se chama de nome algum que meu vocabulário possa alcançar...


Estações
No outono te amaria, deixando cair de mim todas as neuras, e problemas, para que nos momentos em que em meus braços estivesses, fosse somente sonho. Aquecería-te nas brisas outonais todinhas, porque meus braços, já não rente ao corpo te envolveriam. Quem nos visse invejaria a alegria, de poder ser bem assim, amor.No inverno, bem grudados, com o corpo lado a lado, e um brilho no olhar tão diferente, que o povo diria: Gente! Eles se amam de verdade. Sequer precisaríamos de lareira, elas seriam enfeites pequenos, perto do calor de nossos corpos e dos rostos avermelhados. Seriamos cachecol um do outro, só para poder ser bem assim, amor.Na primavera, as flores nos enfeitariam, elas diriam da beleza do nosso amor para o mundo, e se não ouvissem, receberiam, girassóis, camélias, rosas, margaridas; todo dia, dia a dia, só para ser bem assim, amor.No verão, a praia teria outra cara, pés descalços dentro d'água, caminhada. Mão dadas, roupas poucas, e as marcas para sempre renovadas, apagando o último verão, terrível, que tivemos separados, pés descalços dentro d'água, tão distantes, mas unidos pelo mar. Seria o teu refresco, o teu sopro no pescoço, tua grande piscina, só para combinar com as cores deste teu corpo e ser bem assim, amor.
22.4.06
Sangrando.
Era necessário que o colibri doasse o seu coração à bela rosa que de branca, ficou vermelha pelo sangue que deixou o colibri, ao espetar seu coração no espinho, e cantar bem alto, afim de demonstrar o seu amor. Amou mas morreu, já que vivendo morria de amor.baseado em um conto de Oscar Wilde

...
"O meu único orgasmo é escrever".Se alguém tiver algo melhor para oferecer...



Trocaria...
Trocaria meus 28, pelos 14 dele, só porque me vi... Ou revi o meu rosto de um passado não tão distante.Voz infantil e música. Força que vinha da alma. E a vergonha típica da idade.Pele branca. Rosto recheado. Cabelos compridos. Coragem rompendo barreiras. Olhar brilhante. Ausência de problemas. Virgindade. Pouca história para contar. Tantas incompreensões. Família no comando. Nenhum amor. Coração descompromissado.Trocaria meus 28, pelos 14 dele, só porque me vi e porque apaixonei-me pela idéia de ser moleque outra vez.



Olhando os lápis de cor entendo,porque em toda rodinha procuro a perfeita,uma harmônia de vestes,a brancura na pele,os cabelos dourados,o perfume suave,sobrancelhas perfeitas,altura correta.Olhando os lápis de cor entendo,que só o azul é perfeito,e tão amado por mim.


Parágrafo só
Amando você mais que eu vou vivendo um não sei o que e tento a cada segundo enganar meu coração dizendo que deixei de te amar e olho para os lados tentando ver alguém procuro ouvir outras canções pego o microfone e por nove horas fico por lá salvando cantores sem dom e vendo as mesas se desocuparem e novamente se encherem de gente diferente sinal de que posso cantar de novo a música cinco vezes cantada ontem só para por a energia do beijo e do toque que não te dei e todo o amor que tenho aqui embora queira dizer que acabou mas os textos vão me traindo como se existisse um parágrafo só o melhor escrito por você minha vida esse aqui essa história que parece não ter fim

Um grão, só mais um grão...
Era o primeiro contato adulto das duas mãos que na infância, tantas vezes estiveram juntas brincando de namoradinhos...Na praia. Na areia. Eram mais um grão.A dele, acolhendo ela. E não seria necessário sequer um centímetro de corpo a mais, para dizer o lindo sorriso que se formava nos rostos, e a lágrima que caia do olho direito,dele.Sabiam os corações que era um sinal de compromisso que estava nascendo. E que eram o único grão seguro de areia,se podia construir um castelo em cima daquele pequeno grão, mas talvez o tempo, no tempo da união que estava nascendo no toque, e que duraria a vida inteira, nunca mais permitiria que se repetisse o instante.Casais vão virando um grão a mais, sem querer... A força das mãos que antes dizia te seguro para sempre, vão virando liberdade, como se no fundo a voz suave se ouvisse: quero que você cresça, e que meu amor te faça crescer, te inspire, por isso dou-te a liberdade, e não te amarro pelas mãos. Alguns grãos voam, exatamente ao ouvir a voz... A força se perde...Eles eram um grão pequeno, um grão amor, um toque definitivo, um encontro depois de tanta procura e espera.Ficariam sendo grão na vida, até que a vida que é mar os resgatasse.E no mar da vida e que a vida é, o movimento seria incessante.Um leva e trás, uma onda, uma brisa, uma corrente marítima.Mas de vez em quando para que a vida tivesse sabor, uma onda os jogaria na areia, para serem grão de novo, ainda que com menos intensidade, para gozar a alegria - poucas - que muitos chamam de Amor.E recomeçariam tudo, sempre começando pelo toque das mãos.

Desescritos
Escrevia e relia,e relendo não gostava,amassava, rasgava,picotava, mastigava,triturava,mas nunca seriam desescritos,os verbetes saídos,das mãos de quem,amou.

Muitos outros

25.4.06
Sonhos... Daqueles que acontecem quando dormimos
Não escreveria por hoje. Na verdade a ausência de tempo e o projeto aqui na minha frente, com cara de fragilidade, inacabado, e sem rumo, não deveria estar tão oblíquo aos meus olhos, mas cheguei exausto, de um não sei o que. 14h30, cama. Para só voltar à realidade, por volta das 18 horas.Hoje acordei pela manhã atrasado. O cúmulo do absurdo para quem trabalha somente dois dias na semana. Mas a sensação imediata após o primeiro sorriso, era de que magicamente, alguma coisa foi quebrada na minha alma. Não sei se é um sentimento explicável. Mas algo foi quebrado. Espiritualmente? Talvez. Forças trabalham por mim, isso não seria impossível. Fui trabalhar. Claro que apaguei o compromisso da memória. Mas fui salvo por uma ligação no telefone móvel. Almoçamos. Fazia tempo que não comia tão saborosamente um prato. Tão bem acompanhado também. Risos. Uma ligação inoportuna. Meu bico temporário. Despedida. Metro. Casa. Cama. Talvez só a quebra espiritual fosse a explicação para o meu cansaço.Sem explicações. Sonhei. Segue o Sono. Nos fragmentos, típicos dos meus.Eu, papai, mamãe no carro.Um carro desconhecido e novo.Estrada de terra.Via sem saída.Manobra arriscada do meu pai.Embora eu dissesse o lugar certo.Tombo do carro. Estavamos salvos.Marcha ré íngrime.Subi a rampa.Cheguei a um estacionamento.Casa grande.Um escritório.Os seguranças.Ajudando meu pai.Eu sentado no chão.Com 5 jovens em torno de mim.Conversávamos, tanto.Afinidades.O carro subia em uma espécie de corda.O papo era muito cheio de prazer.Novas amizades.Igreja.Grupo de 300 jovens.Eu no comando.Briga com o velhinho.Falava tudo o que queria.Jovens não viam.Caminhavam para o local mais perto.Crisma.Eu duvidava da minha participação por lá.Não encontrava um paramento.O trânsito nos atrapalhava de chegar.Festa de Casamento.Toda a família lá.Eu em um canto.Conhecia parentes que nunca vi.Tentava me livrar.Desocupava as mãos e não bebia.Não conseguíamos sentar juntos.A comida não rolava.O espaço da festa era uma escola.Juntei todos.Mas sofria por isso.Um cigarro no pátio.Jovens me olhavam.Era como se eu fosse especial.Ou uma presença marcante.Chamava a atenção.Noivos.Comida rolando.Fui embora, porque acordei.Meus sonhos são assim. Fragmentados em cenas, que se estáticas, continuam o enredo. Coloridos, ousados, excêntricos, sem explicação. Mas desse e de tantos outro lembro os detalhes todos. Se algum José do Egito passar por aqui, faço questão que interpréte, e diga verdades núas e cruas, sobre os meus sonhos.


24.4.06
Não troco...
Olhando minha foto de criança,decido continuar como estou,e somente olhar o passado como construção,e como único caminho de crescimento.Talvez escreva tantos textos sobre ela,mas agora fica só o agradecimento,um silencioso carinho, para os seres que me envolveram e fizeram,com que eu crescesse, e chegasse aos meus 28 anos,quase 29 anos de vida.Todos foram importantes, todos, meus pais, que aceitaram a missão de criar, um ser que não geraram,toda a família, e cada apertada em minhas bochechas,as professoras, os vizinhos,a escola, as faculdades,os amigos e ambientes de trabalho,relacionamentos,a amada...Enfim, o agradecimento em palavras, que podiam ser bem melhores, mais profundos, para dizer o quão grande sou agora,assim...... muita coragem, colocar uma foto... mas... do último domingo, de surpresa, com os amigos...



Eu e tú.
Eu contigo,Tu comigo, caminhando onde "tús",transformam-se somente, em "eus".Quando um "eu" começa a existir,não se caminha.Se voa?Se voa!Besteiras de quem está no ônibus, sem nada para fazer.

Innerlichkeit . *
Instruções para a leitura do texto:
1. O Texto é longo.
2. Será melhor aproveitado se lido junto com a música: Less Than a Pearl. Enya. (rádio uol)
3. Acenda um incenso, apague as luzes, e faça a viagem comigo...
4. É um texto só para quem me ama... Exite alguém? Boa Viagem, amigos e amigas.

Entrava ele mesmo pela sua goela abaixo, para ver o que havia em seu interior. A medida de todas as coisas era, ele. E enfiar-se, obrigatoriamente dentro de si, talvez ajudasse a conhecer-se mais.Viu-se em um abismo profundo. Escuridão que só não era total por uma pequena e trêmula luz, longe, muito longe de si.Movimentou-se, para alcançar a luz, mas percebeu que seus pés estavam fincados no solo, passado.Um primeiro desafio. Soltar-se e dar passos. Chorou amargamente, e à medida que as lágrimas escorriam, umedecia o solo, raiz do seu tempo, e os pequenos movimentos começaram a surgir e vagarosamente caminhou, assistindo o passado, tantas cenas, recordações, esquecimentos, tudo lá, e os anos se aproximando-se do hoje.Fechou os olhos, chorou mais, gritou diante de cenas, já que agora era expectador de sua própria vida.Chegou ao seu presente. Virou-se corajosamente, e agora avistava o emaranhado de coisas vividas. Ajoelhou-se, e de joelhos, reverenciou o passado, sua história, sabendo que agora deixava para o passado o seu próprio passado. As lágrimas secaram, embora precisasse ainda chorar. Na boca um gosto amargo se fez.Aproximou-se da luz. Era mais um túnel cumprido que estava diante de si.Atravessou-o, queria entender de onde vinha tanta coragem.Os passos foram dolorosos, mas chegou à luz, e sentiu a leveza, tão logo atravessou o umbral.Uma nova porta era oferecida. Se não ultrapassasse as barreiras do passado, chegaria a lugar desconhecido e se perderia para sempre no nada. Respirou e foi.E sentiu uma nova força e um gosto doce e saboroso nos lábios.Agora via dentro de si um lugar que há muito habitava seus sonhos.Um imenso gramado verde e o campo de girassóis. Aquele lugar existia, ele estava lá.Tirou dos pés as velhas sandálias, e viu seus pés ser recompondo, feridas e calos desfeitos, eram jovens e lindos novamente.Caminhou pela grama úmida, agora não de lágrimas, mas do orvalho da manhã que se fazia. O sol brilhava, tocava a pele, mas não se precisava de proteção alguma.Olhava os girassóis ao longe, e caminhava em rumo aos pequenos caminhos que se faziam entre eles.Pareciam grandes ao longe, mas na verdade, tinham exatos, 1,65 de altura. O tamanho ideal, para que seus 1,78 metros, estivessem um pouco acima, para que se inclinasse e enxergasse toda a beleza.Na entrada do caminho para o qual se dirigira, encontrou uma veste branca e não pensou duas vezes em trocar as negras vestes. Sabia que aquele branco tinha um significado especial. Mas não o significado que todos dão ao branco, tão batido de pureza.Significava simplesmente: o Novo.Despiu-se.Vestiu-se. Aquele tecido leve, lhe garantia liberdade total de movimentos, um frescor e a alegria, inigualável do momento. Um lírio em meio aos girassóis. Cantou o hino que era atribuído ao rei Salomão."Olhai os liros do campo, que não tecem nem fiam, porém nem Salomão, em toda a sua Glória, jamais se vestiu como um deles".Entrou no campo de girassóis e lembrou-se dela. E suplicou mais uma vez por sua felicidade, olhando para o céu, pois queria vê-la bela como um girassol. Rodopiando o seu corpo, para ter sempre a luminosidade na face, e vencer assim, iluminada, todos os desafios da vida.Suspirou.Respirou longamente.Ela era seu passado e seu presente. Mas a dúvida de se ela seria o seu futuro, não mais incomodava.No final do campo, avistou um lugar que por ele estava abandonado há muito tempo.Uma construção pequena, mas sua. Os únicos tijolos que na sua vida eram realmente seus.A aparência de desprezo e abandono o amargurou.Como pode abandonar dentro de si este espaço?Uma limpeza recuperaria a sacralidade do local.Tirou as vestes, limpou exaustivamente cada canto. Cada pequeno canto. Sem deixar vestígios de abandono.Vestiu-se. Era novamente novo.Acendeu todas as velas e abriu a cortina da grade, e elas estavam lá, como sempre, as rezadeiras empenhadas com lâmpadas acesas nas mãos.Em um canto, percebeu o novo lugar marrom. Ele brilhava. Acendeu um incenso de cheiro bom por todo o espaço.Prostrou-se no centro do círculo e por horas a fio, meditou.Nas poucas vezes que abriu os olhos, viu as monjas ainda com velas nas mãos, e o cantinho marrom, mais brilhante do que nunca.No fim de seu êxtase, levantou-se, inclinou-se agradecido, como que fazendo o agradecimento de artistas no palco.Sabia que só tinha meditado o futuro. Livre, realmente livre de todos os seus outros tempos, fazendo assim uma segura projeção.Tudo o que dependia dele, aconteceria. Os outros, não estavam mais em seus planos. Vida Nova.E saiu de seu espaço, alcançando sua vida externa, e sendo saudado por todos os seus amigos, que enchiam sua casa de vida, luz, e alegria.Fazendo o pacto de sempre retornar ao seu interior, agora sem passado. E o passado seria claro, como o presente e o futuro.* Innerlichkeit = Conceito alemão de difícil tradução para outras línguas, do mundo medieval, e sobrevivente até nossos dias, que em português tem com tradução: Interioridade. Para que "interioridade" venha a se desenvolver, é necessário que o indivíduo "se volte para dentro", onde descobre o mundo mais ou menos belo de suas disposições e sentimentos, e ocupe-se disso de modo consciente.

Dona Flor e seus Dois Maridos

Dona Flor tem dois maridos, por que assim não poderia ser?
Porque homem nunca, nunca, completo diante de uma mulher, vai ser.

Um chegava de mansinho, outro gritando meu amor.
Um a enchia de lirismo, outro chamava-a de puta, sem pudor.

Um masturbava-a num cantinho, outro masturbava o seu ser.
Um a enchia de flores, outro sabia a hora da porrada.

Um cantava no ouvidinho, ou outro a fazia de escrava.

Um sabia a hora certa,outro nem queria saber a hora.
Um pagava as contas todas, o outro a explorava.

Um aparecia todo dia, o outro na hora do tesão.
Um boca no guardanapo,o outro arroto, cuspida no chão.

Um não olhava nem para o lado,
o outro pagava de garanhão.

Um adivinhava, ela está com problema,
o outro acabava na cama com o dilema.

Um fazia amor silêncioso,
o outro sexo selvagem.

Um comia garfo e faca, o outro metia a mão na carne.

Um queria três crianças, o outro só queria malandragem.

Um respeitava o fluxo, o outro queria-o todinho.

Um levantava a tampa da privada, o outro, mirava lá e no chão.

Um lia poemas no leito, o outro assistia pornografias sorrindo.

Um levava-a aos jantares, o outro a fazia sentir fome.

Um paletó e gravata, outro bermuda, e chinelão.

Um a fazia sentir uma brisa,
o outro, raios, chuvas, tempestades.

Um na mesma posição,
o outro cama, chuveiro e chão.

Um rezava de mãos dadas, o outro infernizava a amada.

Um com mãos finas e crina penteada,
o outro mãos ásperas tocando a cintura, cabelo raspado então.

Um ligava, quero te ver,o outro dizia canalha: vadia, vou te fuder.

E a Flor se completava, tinha em si duas verdades, queria ser amada por inteiro, nunca pelas metades, tinha a santidade e a vulgaridade dentro de si. Realizava as fantasias todas, de ser dona de casa, respeitosa, e de gemer como uma louca no cio.Era completa e quando descia a ladeira sorrindo, era invejada, por andar dormindo, com dois homens que formavam um completo e inexistente ser.E não raro se gritava: Lá vai o Brasil, na Brasileira, descendo a ladeira, ladeira.

Muitos do passado

30.4.06
Constatações do último texto de Abril...
Nesses seis meses dessa história nossa, que é tão só minha, a alegria de palavras trocadas e do meu tempo,ainda parado,mas que não espera.Gosto de você exclamativa assim,mas talvez me engane em relação,aos sentimentos,mas espero que o seu sorriso, seja sempre assim, exclamativo.Tanto, tanto, que tiraria da minha marca,as interrogações e as reticências,só para preencher,o lugar deixado por exclamações,sem fim...O que era só uma frase, virou sei lá o que, só para marcar a data, tão feliz, que me fez viver novamente,embora eu prometa sempre para mim mesmo,não mais viver de amor.


Cantando a vida.
Agora eu canto. Sento em um lugar qualquer e canto. Uma música que se chama vida.Música com final determinado. Estou morrendo. E os cantos futuros que minha voz já passada cantará, não se podem, ouvir...Agora eu canto.Fui mulher muito cedo, forçadamente.Ninguém perguntou se eu queria ou não ser mulher. A grosseria abriu minha alma, e partiu-me em duas. Lágrimas nem eram necessárias. Duas somente. Para marcar a minha história de uma vez por todas.Depois que fiquei mulher. Nunca senti o que chamavam prazer. Amor? Passou longe de mim.Tive todos os homens que queria. Bastava um sinal. Era uma mulher linda. Elegante, alta, e bem cuidada.Algumas me chamavam: Puta. Eu sabia que era inveja. Nenhuma das mulheres da minha vizinhança era atendida por um sinal. Não tive filhos. Graças a Deus. Cheguei a pensar em ter algum fedelho. Mas não. Queria a minha liberdade inteira. Ser livre, foi a melhor coisa que fiz. Por isso hoje canto.Propostas de casamentos, não faltaram... Nãos, também não.Cama e adeus.Oi e cama.Mas nada mais sério que isso.Até que cheguei a conclusão de que não queria cama. Não sentia prazer. Quer cama? O não trocou de lugar, e sempre andava sozinho, em uma frase de uma palavra só e monosílabica.Tinha uma vida, simples e completa.Sem televisão, em um apartamento que recebi de herança, geladeira farta de besteiras, jornais chegando todos os dias e amontoados em um canto, de minha sala, trinta anos sem nova pintura, um gato, tão velho e preguiçoso quanto eu, telefone daqueles que rodamos o dedo, banheiro com bidê... Tudo simples, simples, e sem necessidade de limpezas profundas. Uma vez por mês, uma Maria qualquer aparecia e reclamava o dia inteiro para as paredes, já que eu saia, rapidamente, sem cumprimentar, deixando o dinheiro, em um envelope por lá.Voltava tarde, e para mim, tudo estava na mesma...Não amava nem odiava minha casa. Mas não usava a palavra: lar.Na verdade fugi toda a minha vida de sentimentalismos baratos, de amores, de sorrisos, de piedades.Nunca frequentei médicos. Medicava-me sozinha. Chás, comprimidos, novidades das drogarias.Talvez por isso dores fugiam de mim.Só sentia que meus passos estavam lentos, e já contava até seis para levantar.Minhas contas de telefone, sempre zeradas. Ninguém me ligava, e raramente atendia um engano, nunca sendo simpática.Frequentava a praia. A mesma barraca de frutas. O mesmo restaurante. O mesmo supermercado. A mesma compra sempre. Um bom termo para resumir minha vida, que agora se acaba, e agora eu canto...Canto o mesmo canto. Nesta vida mesma. Que terá o mesmo fim. Que a vida de qualquer ser. Estou indo, e que fiquem na mesma vida, aqueles que viverão ainda.Cuidem do gato... Há, o nome dele? Gato. Ou mesminho, única fórmula de carinho que eu mesma criei.Adeus, mesmice.

29.4.06
Papai
Hoje vagarosamente, ajoelhei-me no nada, na barriga imaginária da amada, para cantar os cantos todos que conhecia, diante da criança que um dia, chamaria estridente e de alta voz,ao invés de meu nome e título, a doce palavra:Pai.Vontade de ser pai passa?Responda-me, o meu coração agora é preso a esta amargura...


Coisas da Língua....
Loirava, morenava, ruivava, negrava,brasileirava, europeizava, africava, asiaticava,só porque queria fazer de adjetivos,verbos,já que o verbo em sí, AMAR,nunca conseguia afirmativamente,conjugar.


Constatações.
Lembro de você tão menos agora,(dando o braço a torcer)comprovando a sua tática certa,chamada cruelmente de,distância.E se a dilatação também de certa forma,me envolve,talvez nem pelos mesmos caminhos, passemos...Mas algumas horas do dia, são fatais para o coração,(ainda bem que nem te dei um beijo)como a noite, vazia diante do computador sem dizer,oi!!!Abrir a carteira é um problema,nela está escrito por mim o poema, que tirou lágrimas dos meus olhos,e me fez sorrir,gratidão e eternidade.Como eu errei...Fui, e você nem percebeu,outro, sempre que estava diante,de você,fazendo gestos, poses, atos, que não fazem parte de meu cotidiano,um erro.Quanto esforço,mas o amor,tudo recompensa.E o seu nome que meus amigos decoraram,serve agora para que perguntem de você,eles trazem a lembrança ao coração, durante o dia, em momentos que me distraia, tirando minha atenção,deste amor.Ou a música que o dedo tenta não clicar, no meu pc,e o vento, e o vôo, e a dança,são você.Fora isso, o teu o colorido vai se apagando, mas resta o carinho,naquele lugar que repito,é todo marrom,para que o azul celeste de teus olhos,eternos,fiquem sempre resguardados na memória,deste tolo, que te amou, te ama, e não sabe o que acontecerá,amanhã.


27.4.06
Até Pensei - Chico Buarque - Letra e Composição...
Junto à minha rua havia um bosque Que um muro alto proibia Lá todo balão caia, toda maçã nascia E o dono do bosque nem via Do lado de lá tanta aventura E eu a espreitar na noite escura A dedilhar essa modinha A felicidade morava tão vizinha Que, de tolo, até pensei que fosse minha Junto a mim morava a minha amada Com olhos claros como o dia Lá o meu olhar vivia De sonho e fantasia E a dona dos olhos nem via Do lado de lá tanta ventura E eu a esperar pela ternura Que a enganar nunca me vinha Eu andava pobre, tão pobre de carinho Que, de tolo, até pensei que fosses minha Toda a dor da vida me ensinou essa modinha



Siga as instruções...
LEIA FRENETICAMENTE.Lembra quando a gente gritava derrepente: mãe acabei?Lembra quando a gente sentava no balance e balançava e parecia ser dono do mundo?Lembra da mão do seu pai na sua a te ensinar o caminho da vida?Lembra da escola, das professoras, do cheiro de toddy morno na hora do lanche?Lembra da perua escolar, da vovó e do vovô, e dos apertos na bochecha?Lembra da primeira namorada, do primeiro beijo, do coração de criança apavorada?Lembra quando você se perdeu no supermercado tão pequeno e chorou, dando a mão a um desconhecido qualquer, para que ele ajudasse a achar a mamãe?Lembra quando a mãe gritava: para de brincar e vem comer?Lembra do seu nome exclamado e da sensação de fracasso quando te chamavam no meio da brincadeira para tomar banho?Lembra do primeiro choque na tomada?Lembra dos aniversários cheios de crianças que queriam estar no seu lugar, mesmo que tivessem acabado de fazer aniversário outro dia?Lembra da adolescência e da curiosidade de saber o que as amigas tinham por debaixo da roupa?Lembra do toque, do sorriso, da vontade de chorar, da música que era dedicada a ela, da televisão ligada, da nota vermelha, da suspensão, do braço quebrado, da bicicleta, e dos passeios às escondidas?LEIA VAGAROSAMENTE:P O S S O T E D I Z E R U M A C O I S A?A C A B O U


Só sou.
No sol, no frio,no vento, na chuva,na neve, no raio, solidão.Eu sozinho aqui,esperando,o inesperado da vida,cumprindo minha função,de estar, e ser, solidão.Ainda bem que não tenho,coração de gente,porque assim, somente,a solidão eu não,sofro.Sou somente banco,longe de mim ser gente,e vir em estado deprimente,me alojar aqui,fingindo ter braços,um ser, banco, que sequer tem, coração.


26.4.06
Realidade do poeta...
É na hora da cama, que o lirismo de um poeta, se manifesta, e as mãos que escreveram, se tornam mãos que tocam,as curvas todas, de uma mulher, para fazer-se ouvir nos gemidos, a verdadeira poesia de um,ser.Maldito teste que nos faz tão pequenos. Se não sou bom amante, toda a poesia, o lirismo, as inspirações, torna-me mais um...

mercoledì, luglio 04, 2007

Séria óbvio dizer: sombras



Fez-se a calmaria em um instante,
como se o tempo parasse para:
ver, ouvir e tocar...
Espelhou-se no asfalto,
a alegria de poder ver:
alegria, juventude e amor...
Então o calado fala em um tempo,
infinitamente como se fosse o último tempo:
para expor o que já não pode dizer....
Quase o sol já ia embora,
e o calor se quase era frio:
não havia rima, palavra ou...








Linha

Imaginei uma linha: do tempo,
então percebi que era ela: das mãos,
e nunca avisaram que são seis,
então?

...cabeça-união-profissão-sucesso-saúde-coração...

Atou-se um nó!!!

venerdì, aprile 20, 2007

Silêncio, por favor.



Entre as últimas leituras que chegaram sorrateiramente e furaram a fila inúmera dos livros que ficam olhando para mim em frente à escrivaninha, o livro “Silêncio, por favor.”, acabou tomando a minha atenção pelo menos por três horas completas.
Sou professor, já sabem, e eu cheguei a conclusão outro dia, que na verdade sou pago para pedir silêncio, algumas vezes com toda educação do mundo, e em outras, gritando... Será que funciona gritar por silêncio?
A melhor das comprovações é que o silêncio que peço é em vão. Os alunos sempre serão ruidosos, pois estão em um mundo de ruídos.
Assim, ruído atrai ruído.
E nem nosso mundo... Diferentemente do mundo Antigo, da Idade Média, Moderna... Nosso mundo contemporâneo é repleto de ruídos. Benditas máquinas que nos impedem de ouvir os pássaros, o vento, a chuva ou até os ruídos das crianças brincando nas praças, parques...
Para nos protegermos dos ruídos, acreditem, acabamos por produzir mais ruídos. É necessário então, para esta proteção, correr e ao chegar em casa ligar no último volume a televisão, o som, ou a fonte artificial que produz o barulho da água corrente.
Mas não esqueça... São ruídos... E eles logo serão interrompidos por um grito desvairado de um vizinho, pelo carro que passa vendendo frutas, por um outro que quer que gostemos de sua música alta.
Silêncio, por favor.
Como se para esta produção o mundo fosse parar só para eu escutar, algo que nem sei como é... O Silêncio.


lunedì, aprile 16, 2007

Vida Nova

Agora percebia que a história, era realmente pêndulo... Então arrancou-o do relógio "vida", para que o mesmo trabalhasse eternamente estacionado neste ponto. Como bom ser humano alargava a hipótese, de renovadas horas de alegria. Dia e Noite, Noite e Dia. Sol de inverno que sempre mais o agradaria.
Medos todos deixados ao léo, passados de ontem, distantes... Fez-se em palavras um imenso gigante, estremecendo a terra, um passo por vez.
Entendeu que não era fácil ser gente, em um mundo que gira desde cada umbigo, e roda que era para ser gigante, é somente um gira-gira constante.
Com máscara de gente de verdade, não correrá jamais atrás de sua sombra, trabalho inútil de trinta voltas escuras.
Brilhava o rosto, não mais que o olhar, em um céu brilhante de impressionar, aquele que de Zé, nenhum vai poder chamar.

giovedì, marzo 01, 2007

Ausência

Quero chamar esta fase,
ausência,
já que os textos,
por nada chegam,
aos dedos de quem
tecla outras coisas,
compromissos...

Ausência agora,
é felicidade,
de quem tem tudo,
sonha pouco,
enfrenta problemas mínimos,
sorrindo...

Minha felicidade é sorriso,
poucas letras,
em uma palavra que é
anseio de nosso tempo,
felicidade.