domenica, febbraio 20, 2011

Ammalato di te...

E quando vem a gostosa doença,
não nominada que domina o corpo,
E quando a memória se torna viral,
que acompanha as falas todas...

Somente relembrando dos semáforos,
inesquecíveis da cidade de São Paulo,
E da tua pele com os cremes preparada,
e da tua roupa que usastes só pra mim,
Marcas na pele procuradas por ti,
registrada pela minha memória de detalhes,
E da tua altura tão gostosa,
completada pelos meus 1,76 que já foram 1,78,
E da tua boca inquieta que,
a minha já reconheceria no primeiro toque
E do teu perfume,
misturado ao meu...

Só assim me acalmo,
é o meu remédio,
percebendo que o meu remédio é ter você,
que é minha achocolatada doença.

mercoledì, febbraio 16, 2011

Nós dois.

Quando nossas bocas se olham,
o que vejo é a calmaria de um encontro,
esperado por tempos,
até as vezes ansiado em palavras disfarçadas.

Quando nossas bocas se juntam,
buscam movimentos,
tão diferenciados da normalidade,
avesso de calmaria,
fúria ou vontade de fazer o tempo voltar ao início e fazer memória.

Quando nos escutamos,
as histórias brotam naturalmente,
revisistando nossos passados vivenciados,
alegres, sofridos,
passados.

E quando paramos,
nossas bocas se encontram,
e nossas mãos percorrem a novidade de nossos corpos,
sedentos,
do toque carinhoso que nos damos.

O que para muitos é inicio,
para mim é passado, início e futuro.

Já não pergunto o que é para você,
pois me contento com os seus AGORA.

E vou ao céu com seus AMORE.

...

Tantas impressões de que tudo será mais fácil,
caem por terra em palavras escritas,
como se pensares e sensações sumissem,
por um porque que não sabemos...

Resto então,
Cara já não tão boa,
Mente povoada de pensamentos,
Coisas que se deixam de lado para se viver,
As dimensões da vida que nada com isso tem haver.

É uma dorzinha constante ser o que eu sou...

Reinventar-me é um caminho impossível.

domenica, febbraio 06, 2011

Folhas. Lágrimas. Coração.

Passos até o carro,
Abraço esperado,
Sorriso e palavras,
Caminhamos sem andar,
Chegamos,
Subimos assistindo sem nos movermos,
Andamos entre seres que talvez esperassem o que esperavamos,
Ganhei um rosto,
Mas ainda tinha as palavras,
O fundo adocicado do limoncello vencendo o ácido,
E o Céu...
.
E o Céu se movimentava...
.
E o Céu,
E suas mágicas,
Quiseram que a troca de palavras acontecesse,
Ninguém viu o tempo,
Eu olhei o Céu,
Nuvens se disfizeram,
Quisera ser Lua Cheia,
Nossas mãos se tocaram,
Tenho uma impressão distante,
"Talvez somente eu tenha tocado as suas"
E o Céu...
.
E o Céu se movimentava...
.
E o Céu...
Se movendo fez confluência entre os astros,
E as estrelas que reluziam,
Trouxeram as duras realidades,
Inesperadas,
Ouvi,
Falei,
Mas não pude deixar de sentir,
Como que um golpe,
Sinal de não esperança.
.
Resumos foram sendo feitos,
Tendas recolhidas,
O Céu virou detalhe,
Acertos,
Abraços e sorrisos,
E palavras distantes...
.
Neste momento meu escutar foi tão longe que pude ouvir as folhas mortas, caindo vagarosamente na noite quente, de árvores distantes, final de vida... Ruidosamente se recolhendo sozinhas.
.
No último e inesquecível ato,
Flores,
Texto deixado,
Pedidos,
Luz e cruzar de olhos marejados,
Beijo de despedida,
Que deixou claro o final de um tempo,
O fechar do portão,
O cair do cartão,
Um aceno de valeu...
.
E o Céu...
.
Não pude mais ver,
Pois no olhar estavam as lágrimas todas que alguém pode verter.
.
As lágrimas não fazem som ao descer rosto abaixo... Em um homem ainda menos... Elas escorrem, sem destino, como se cada uma fizesse um caminho, elas caem do queixo, molham a camisa na altura do coração...
E o Coração...
.
E o Coração se petrifica...
.
E o Coração...

domenica, gennaio 30, 2011

Ao teu lado

Há centímetros de tua boca,
Há um passo de teu olhar,
Contemplando sorrisos,
e brilhos nos olhos que tanto falam,
pensei por um minuto apagar tuas histórias,
dar-te as únicas que mereces,
sendo um oásis,
uma pausa,
um iato...

E voltei ao meu mundo sem saber se acertara,
ou se podia repetir teu nome pra que ele entrasse em meu cotidiano,
mas não fiz força e ainda assim,
dormi com ele nos lábios,
e acordei com ele no pensamento.

"Somente as vezes percebemos o quão importante é continuar vivendo".

martedì, gennaio 25, 2011

Erros




Nem sempre basta a lesão,
ela deve se tornar ferida.
Nem sempre a ferida basta,
é preciso cutucá-la para que o sangue jorre ainda mais.
E jorrando o sangue,
que ele seja o dobro do que o corpo suporta.
E dobrada a medida que surja o espectro,
que minutos de erro,
nos fazem virar.

martedì, gennaio 18, 2011

Se é um ano novo?!

É claro que verifiquei o máximo que eu podia.
É inevitável que eu tenha sentido sua força.
Sim, é o momento justo, a hora certa.
Não terei receio nenhum em segui-la com todas as minhas forças.
É na verdade a confirmação de tudo o que tenho sido, mas agora com palavras.

Escolhi para meu lema: CAPACIDADE DE REINVENTAR-ME.

E nos próximos dias até que se completem 365, eis o meu voto.

?

Stou brincand co palavrs. Puder´domin´-las.

Carências

Anseia o corpo pelo toque,
de mãos com suas pontas esmaltadas de vermelho,
na tentativa de pela pele conhecer o todo,
de uma vida vivida sem direção,
nos conflitos incessantes dos ventos,
umidos,
como as lágrimas que somente mãos podem,
secar.

lunedì, gennaio 17, 2011

Falta no estoque.

Procurei uma estrela sem nome no céu,
só então descobri
que olhar o céu é muito mais do que uma busca.
Não estou pronto para estrelas,
por isso elas escapam
e se tornam cadentes em minha vida.

A força que temos

Só eu Li todas as coisas
e ainda me Dão
inúmeras palavras pra ler.

Estou forjando palavras.

mercoledì, gennaio 05, 2011

Feliz tempo...

... mesmo.

Infantilidades

Doentemente o menino organizou, como se quisesse organizar assim a história, a sua.
E no final da organização se deu pão e vinho.
Não entendendo porque não se embebedou.

Tempos

Tantas são as vezes nas quais sinto que não tive passado.
Agora por exemplo não me recordava que é aqui que escrevo.
Afinal quanta pausa de tempo.
Mas a dor existia.
Onde estavam as palavras.
Elas eram alguém?
Elas eram um lugar?
Elas eram a Lua talvez?
Enfim,
Quando elas me abandonam.
Fico sem passado.

Talvez assim o presente seja tão mais fácil de cuidar.

Tenho eu futuro?

sabato, dicembre 11, 2010

Versos Medíocres

Tentei escrever medíocres versos,
mas meu olhar tão fora de foco,
quase me levou a escrever teu nome,
que de medíocre só tem as letras que não o formam.

Sem nexo... treino

Andando pelos blogs amigos encontrei esta imagem, que como toda maternidade/paternidade, me portam ao futuro. Não ao meu futuro, mas ao futuro de toda uma humanidade. Questiono todas as coisas, como o ráio que acabou de iluminar meu quarto escuro, os sons, cheiros, e líquidos que são capazes de tanto, inclusive de gerar a vida. Questiono o sexo, a sexualidade em geral, desde a egoísta masturbação, assim como o sexo feito para culminar um dia em que se amou desde o amanhecer até o seu final. Sou ser de questões, todas, que perambulam em minha mente, quente na maioria dos dias.
...
Há uma vida nova, um corpo a ser formado, uma centelha de luz, uma história, imaginem, apenas em seu primeiro e protegido capítulo. Tudo pode acontecer, ou não. Tudo pode trazer crescimento, ou não. Pode esse ser sorrir, ou simplesmente, sim simplesmente chorar por toda uma vida.
E a história se faz, dentro das brevidades ou longevidades.
Aos que tem vida, o pedido de que vivam. Aos que não tem, a morte se faz.
Luzes... Corro atrás das minhas.

giovedì, dicembre 09, 2010

Faltavam 3 minutos...

...preanunciava a música encontrada ao acaso. Os três minutos eram para simplesmente falar de mim. Falar as verdades finais de alguém que facilmente se escancara, sem omitir detalhes. Falar de projetos e sonhos todos, talvez já falados. Falar da simplicidade que é amar, no ponto de vista de quem esperava três minutos para consumar as dadas mãos. Falar em português ou italiano sobre o querer, e o viver juntos. Falar das experiências passadas, pois não se pode entrar em um barco sem saber o tamanho de suas travessias.
...faltavam dois minutos, e nem olhamos um nos olhos do outro. Trocando castanhos e verdes, e fazendo misturas de tons mudados com os nuances da luz. E nem encostamos nossas peles a não ser pequenos pedaços de rosto em saudações rápidas e formais. E nem gesticulamos abundantemente, italianamente, intensivamente. E nem e nem...
... faltava um minuto, as cortinas já iam se fechando, e lágrimas começavam a tomar seus caminhos internos e sequer ouvimos a voz um do outro, em sigilos ou risadas. E sequer demos passos juntos, para ver se os ritmos se encontravam. E sequer falamos dos amigos, suas características e porque os temos ao nosso lado. E sequer entramos em labirintos mentais, sem descobrir caminhos de volta.
...meio minuto nunca me importou! Não sou homem de metades, restos ou embalagens! Nem sou um leonino que persegue presas como se fossem vitais fazendo do orgulho alimento! Sequer escrevi em teu corpo um texto, com a caneta novinha que comprei para ti.
...
...
...
Sobra então um pouco de tristeza sim, para tudo o que é verdadeiro e faz o coração dançar, virando algo triste, os passos devem desacelerar, e a dança, terminar.

lunedì, dicembre 06, 2010

Domenica

Hoje vomitei minhas dores, ansiedades, amores. Fisicamente, no gosto amargo da boca, no suor descompensado, em três lágrimas vertidas, e músicas e mais músicas de amor, em passos que forcei para ver gente, em trânsitos inusitados e tão natalinos, em visitas após as dez e vontade de dizer eu quero ajuda.
O dia terminou, o ponteiro apontou além da meia noite.
Dai agradeci um não sei o que que se chama vida.

domenica, dicembre 05, 2010

5 a 12 de Dezembro

Terei uma semana de memórias e farei toda a força do mundo para lembrar somente dos momentos bons, submersos nas merdas todas que você me meteu. Vou passar por lá, buscar a proteção santa do lugar que abençoou a história e talvez me detenha 3 minutos diante da árvore de Natal.
Por fim, nada restou. Diante da pergunta de um gênio de lâmpada qualquer, eu escolheria apagar esta parte. Isso sim, me deixa triste, pois poderia ter sido diferente, não do meu jeito, mas longe de ser do seu.

Pontos (não pontos finais)

Pensei que não mais aconteceria PONTO
Mas derrepente um dia PONTO
Cresceu em meu peito um sentimento PONTO
Não duvidei dele e fui adiante PONTO
E joguei palavras todas para que se compreendesse PONTO
Trabalhei em mim as vontades PONTO
Tive uma lua cheia como nunca havia tido PONTO
Chorei lágrimas lentas pensando nela PONTO
Não escondi tristezas e desilusões de minha vida PONTO
Lancei-me na vibração de um início de história PONTO
Dancei de olhos fechados PONTO
E tinha um nome na ponta da língua PONTO
Digitei sempre esperanças PONTO
Alegrei-me por tão pouco PONTO
PONTO PONTO PONTO
Mas por algum ponto que não entendo qual é, não consigo sair de palavras e ela não entrega os PONTOS.