mercoledì, luglio 04, 2007

Séria óbvio dizer: sombras



Fez-se a calmaria em um instante,
como se o tempo parasse para:
ver, ouvir e tocar...
Espelhou-se no asfalto,
a alegria de poder ver:
alegria, juventude e amor...
Então o calado fala em um tempo,
infinitamente como se fosse o último tempo:
para expor o que já não pode dizer....
Quase o sol já ia embora,
e o calor se quase era frio:
não havia rima, palavra ou...








Linha

Imaginei uma linha: do tempo,
então percebi que era ela: das mãos,
e nunca avisaram que são seis,
então?

...cabeça-união-profissão-sucesso-saúde-coração...

Atou-se um nó!!!

venerdì, aprile 20, 2007

Silêncio, por favor.



Entre as últimas leituras que chegaram sorrateiramente e furaram a fila inúmera dos livros que ficam olhando para mim em frente à escrivaninha, o livro “Silêncio, por favor.”, acabou tomando a minha atenção pelo menos por três horas completas.
Sou professor, já sabem, e eu cheguei a conclusão outro dia, que na verdade sou pago para pedir silêncio, algumas vezes com toda educação do mundo, e em outras, gritando... Será que funciona gritar por silêncio?
A melhor das comprovações é que o silêncio que peço é em vão. Os alunos sempre serão ruidosos, pois estão em um mundo de ruídos.
Assim, ruído atrai ruído.
E nem nosso mundo... Diferentemente do mundo Antigo, da Idade Média, Moderna... Nosso mundo contemporâneo é repleto de ruídos. Benditas máquinas que nos impedem de ouvir os pássaros, o vento, a chuva ou até os ruídos das crianças brincando nas praças, parques...
Para nos protegermos dos ruídos, acreditem, acabamos por produzir mais ruídos. É necessário então, para esta proteção, correr e ao chegar em casa ligar no último volume a televisão, o som, ou a fonte artificial que produz o barulho da água corrente.
Mas não esqueça... São ruídos... E eles logo serão interrompidos por um grito desvairado de um vizinho, pelo carro que passa vendendo frutas, por um outro que quer que gostemos de sua música alta.
Silêncio, por favor.
Como se para esta produção o mundo fosse parar só para eu escutar, algo que nem sei como é... O Silêncio.


lunedì, aprile 16, 2007

Vida Nova

Agora percebia que a história, era realmente pêndulo... Então arrancou-o do relógio "vida", para que o mesmo trabalhasse eternamente estacionado neste ponto. Como bom ser humano alargava a hipótese, de renovadas horas de alegria. Dia e Noite, Noite e Dia. Sol de inverno que sempre mais o agradaria.
Medos todos deixados ao léo, passados de ontem, distantes... Fez-se em palavras um imenso gigante, estremecendo a terra, um passo por vez.
Entendeu que não era fácil ser gente, em um mundo que gira desde cada umbigo, e roda que era para ser gigante, é somente um gira-gira constante.
Com máscara de gente de verdade, não correrá jamais atrás de sua sombra, trabalho inútil de trinta voltas escuras.
Brilhava o rosto, não mais que o olhar, em um céu brilhante de impressionar, aquele que de Zé, nenhum vai poder chamar.

giovedì, marzo 01, 2007

Ausência

Quero chamar esta fase,
ausência,
já que os textos,
por nada chegam,
aos dedos de quem
tecla outras coisas,
compromissos...

Ausência agora,
é felicidade,
de quem tem tudo,
sonha pouco,
enfrenta problemas mínimos,
sorrindo...

Minha felicidade é sorriso,
poucas letras,
em uma palavra que é
anseio de nosso tempo,
felicidade.

venerdì, febbraio 02, 2007

Saudade

saudade,
Sentimento que por poucas tive,
invade,
E agora torna-se latente,
o peito,
Fazendo de você uma miragem,
acelerando,
Que com uma mão se alcança,
a vontade,
O teu conteúdo inteiro,
do abraço,
E dos pequenos detalhes do corpo.
teu.

Mistureba...

Minha cabeça seletiva,
parece que convida,
a esquecer,
isto ou aquilo.

Como se num estante o raio viesse,
e o apuro chegasse em um instante.

Agora que parece tarde,
corro até a margem da vida,
grito pelo caminho,
usando os pequenos fragmentos de ar que restam.

Tarde nunca será,
para quem é herói...

martedì, gennaio 30, 2007

Foi... Ficou...

E foi Elvira pelo caminho desconhecido, depois de uma estrada longa...
Foi, mais ficou...
E se quisermos vê-la, basta fechar os olhos, se as lágrimas ou o ardor permitirem, mas talvez o riso venha primeiro e confunda as sensações todas. Ela nos confundia.
Chegavamos mansos, preocupados em trazer alegria ao seu dia, mas ela acabava por nos animar...
Escondia do rosto o sofrimento. Lutava resignada. Mostrando que dor não mata. Vencedora.
Tinha escondidinho um motivo para luta, sua cria.
Tanto a quer bem, que fugi da sua presença. Receando encontrar uma moça fraca diante da morte.
Meus olhos se abriram, quando meu nome foi dito, e o abraço dado.

E foi Elvira pelo caminho desconhecido, depois de uma longa estrada...

Tem gente que é para sempre. Que permanece na nossa história. Que é presença constante ainda que na distância.
Ela é assim. Eterna. Elvira como se estivesse aqui hoje, pontualmente no local amado de trabalho. Sorrindo para os pequenos, mas com o coração de mãe sempre ativo, para consolar, aconselhar, guiar se preciso pais.
Falava Glória, gloriosamente.
Era Marista, maristamente.

Encontrou no céu a Boa Mãe. Mas o engraçado é que no rosto da Virgem Maria havia um espelho e era o seu rosto refletido.

Foi salva da confusão por Marcelino, que em um abraço paterno, pode dizer: Filha, você foi assim... Maria.

Obrigado Senhor, por ela.
Obrigado Maria, por tua bondade modelo.
Obrigado Elvira por ter ouvido a voz de Deus e por ter sido sinal para nós.

Somos tão pequenos, ajudai-nos, a seguir o exemplo de Maria, a ser como Marcelino, e que sejamos só amor...

... Elvira se foi hoje, algumas coisas não se explicam... Fui acordado por uma voz feminina, dizendo que era hora de trabalhar. Os despertadores não consegueriam, mas a doce voz ... Elvira? ... às 5h30 providenciou meu despertar.
... O amor que fica MARISTA, é para sempre. A minha gratidão pelos 3 anos. É confirmada nestas horas. As amizades que ficaram, todas.
... Ela se foi com o uniforme. No peio o M e o A. Ave Maria. Acima, o título: EDUCADOR. Nunca conheci alguém mais merecedor. Nas mãos o terço. Dedilhado tantas vezes, mais pelos outros do que por si.

Maber
30/01/2007

mercoledì, gennaio 24, 2007

Experiências - parte 1.

Naquele dia acordou cedinho, talvez fosse adequado dizer: não dormiu.
Alimentou-se mais, e respondeu aos pais com um simples sorriso. Não tinha domínio sobre si para dizer uma palavra sequer. Caminhou carregando o peso. Mal sabia que era na verdade um peso necessário. O pior é que talvez nunca soubesse.
Entrou no carro e bateu a porta levemente. Em um caminho diferente enveredou-se pelas ruas de um bairro desconhecido. A luz do sol era cinzenta. O pouco sol que ultrapassava as núvens. Conseguiu somente dizer uma frase: Pare aqui. Sorriu e beijou o pai com a doçura que somente uma menina poderia ter.
Eis que o peso tornou-se maior...
Encurvou suas costas, e caminhou.
Tremia e tinha vontade de chorar, embora conservasse seu sorriso.
Batimentos cardíacos no limite, foi encarada como uma estranha, novidade, possibilidade. Mau olhou para os lados. E somente deu a primeira respirada profunda...
Quando o sinal tocou.

martedì, dicembre 26, 2006

Sozinho sem solidão

Estar sem você é estar sem um pedaço de mim,
fazendo do que sobra um pequeno pedaço,
que antes sozinho chorava: solidão.
E hoje ama dizer: saudade!

Santos, 24/12/2006

venerdì, dicembre 22, 2006

Sim ou Não

Há mais de dois mil anos atrás, nascia. Longe de lugares que se pareciam há hospitais, nascia. Diz-se que era noite, e fez-se dia. Iluminados por uma estrela, tão grande, a maior, que nenhum nascimento mereceu semelhante sinal. Contam descendências e mais descendências, e de pequenos escutamos as histórias, de um rei. Pobre, pobre? De Belém, Belém?
Filho de um carpinteiro que não era seu pai. Filho de uma virgem, a Maria, e quantas Marias, umas parecidas e outras, não. Houve na história um SIM. Poderia haver escolha de um NÃO. Apareceram anjos. Naquele tempo, anjos eram vistos, sinais. Os homens e mulheres de asas, chamaram os pastores, pobres, sujos, abatidos pelo cansaço do trabalho de todo um tempo de desesperança. Foram chamados, bem aventurados. O ruim se tornou bom. A dor se tornou alegria. O cansaço, descanso. A desesperança, uma nova e maior esperança.
25 de dezembro de 2007, nasceram. Nos hospitais particulares, nos hospitais do governo, nos casebres, nas ruas, nas cidades grandes, nas fazendas, no sertão sedento por águas, nos povoados indígenas, nos lugares em que nem a eletricidade chegou... nasceram.
José, Ricardo, Mauro, Mariana, Cristiano, Fabiana, Bruna, Maria... Nasceram.
E vão ouvir as histórias do mestre de Nazaré. E vão ver homens de vermelho transitarem pelas ruas, ou pelas televisões. Ou simplesmente vão ouvir as histórias do bom velhinho. Vão abrir grandes embrulhos ou nenhum.
Mas saberão o que é Natal.
Mas sabendo o que é Natal, vão poder dizer sim ou não. Sim, eu acredito e o seguirei. Não, hoje é somente um dia de festa, e não quero envolver-me no significado da festa.
E para todos os que dizem sim, e para os que dizem não, felicidades, hoje, e em todos os Natais da vida.

venerdì, dicembre 15, 2006

Dalai Lama

"Só existem dois dias no ano
em que nada pode ser feito,
um se chama ontem e o outro amanhã.
Portanto, hoje é o dia
para amar, acreditar, fazer
e, principalmente, viver".

Felicidade.

Por trás de sua mesa verde,
com ursinho ou não de pelúcia...

Com cinco janelas esparramadas,
duas de quarto, uma de sala... outras.

Será que se vê no meu rosto: felicidade?

Só pelo puro espaço,
no qual quero somente construir, construir, construir...

Idéias minhas, nossas,
ou minhas prá gente...

Enfim, realizo-me na intensidade,
que hoje é felicidade,
amanhã tranquilidade e somente no fundo é: amor.

Descaso.

Mas como digo aos alunos,
e nunca vai acontecer com você,
se a voz sumir:
ausência de sentimentos...
Descaso...
Larguei a mão pra valer

Acasos

Tantas vezes vai acontecer,
de para proteger você,
minha voz parecer,
a do 'bedel',
mais rude do mundo.

Mas a segunda linha diz,
talvez não possa se medir o valor,
daquilo que chamo proteção,
e tantos dizem: amor.

Agenda - Jornal Metropole 16/12/2006

Sempre espero o final de ano para ganhar uma agenda. Por outro lado, acabo sempre encantado por alguma e pago pelo preço sem achar ruim. Antecipei-me muito, e acabei por comprar em novembro a agenda de 2007. Folheei suas páginas em branco, pensando na vida, e nas incertezas do próximo ano. É sempre assim. De nada temos certezas. Agendas são um lugar de esperança. Antecipamos-nos, mas no fundo, é só a esperança que nos faz marcar compromissos, datas importantes, aniversários, endereços...
Mas não pode ser diferente, não é?
Pois é. Por antecipar-me, acabei por ter que dias depois perder toda uma página, uma das minhas preferidas, na qual todos fazemos letra bonita: Dados pessoais.
Tive que mudar de endereço rapidamente. E agora?
Fiquei com a agenda novinha, inutilizada, por ter trocado de endereço.
Mas afinal, como eu falava de esperanças, eis uma desesperança, ou simplesmente uma “providência”, divina. Aliais qualquer dia desses, escrevo sobre a “providência”, que todo mundo chama de coincidência.
Então agora, tenho um problema nas mãos. Uma agenda sem meus dados pessoais. E o gosto que tive ao comprá-la, totalmente desfeito por não poder mais utilizá-la.
Agendas se parecem com a nossa alma. Mas as minhas jogo fora... Já que alcanço minhas esperanças todo ano...
Acabo pendendo para as eletrônicas, será? Ser pós moderno, um presente com chip, talvez? Um anúncio tem dito... Presente de Natal só com chip...
Acabo por querer uma agenda de papel mesmo... Assim calígrafo minha história pouco a pouco.