venerdì, ottobre 30, 2009

Alunos

Quem diria que sem saber perceberiam, que o louco deixou por um tempo a insanidade, agora revertido o quadro fazem de tudo para eu rir. Até conseguem depois de 5 aulas um sorriso. Somente frases bonitas tenho dito, mas eles não se contentam com este pouco de mim, querem-me inteiro, enquanto estou perdido de mim mesmo.
Estou ficando com saudades do Maber. Não que o bom professor tenha ido embora, mas a graça partiu. Mas retornará.

Terceiro dia

... Um susto esperado, o retorno inesperado, o abraço primeiro desejado, a conversa sempre desvinculada, a história repetida, lágrimas incontidas, o abraço já sem forças e as esperanças escondidas.

giovedì, ottobre 29, 2009

Conversa com seu avô...

... naquele dia de solidão procurei o túmulo de alguém desconhecido, mas que tanto ser falado fez-se presença em minha vida. Lamentei não o ter conhecido, mas não fui lá para isso, fui pedir-lhe proteção. Primeiramente para tua vida, tão desconhecida e agora revelada. Falei também sobre nós, como se ele tivesse uma capacidade protetora de curar nossas feridas todas e fazer-nos começar. Talvez não tenha feito nada bem e caminhar por lá. Mas talvez um dia o encontre e sobre esta antiga história possamos conversar.
A minha solidão é como o seu túmulo concluo, sem ninguém para visitar.

Segundo Dia

No segundo dia levantei em tempo. Tomei o habitual banho. Sai para o trabalho. Cheguei na hora certa. Dei a aula justa.
No segundo dia chorei entre uma escola e outra, e quando cheguei na segunda, a face não pode ser evitada, questões intermináveis e ombros amigos, como que refazendo o trajeto do dia da feliz junção no qual estavam presentes.
No segundo dia um almoço corrido e as atividades todas por vir. Partilhas de futuro, planejamentos escolares de 2010, e concluí que é loucura planejar um ano quando não sabemos se estaremos aqui.
No segundo dia um sono mais profundo, um convite, um segundo, umas palavras todas dadas lentamente para registrar.
No segundo dia a ausência de companhia, a falta de notícias, cachorros e gatos a me olhar. Nenhuma palavra somente um bilhete nem mesmo descente só para avisar.
No segundo dia mais certezas e mais idéias de que não voltarás. Pois afinal o amor não espera um segundo para recomeçar.

Primeiro Dia

No primeiro dia fiz de tudo, e tentei. Dar as aulas como se fossem novas, e só na sexta aula um sorriso. Senti pena e medo mortal pelas histórias de vida da imensidão de alunos que tenho em frente, e desejei-lhes uma história muito diferente da minha.
No primeiro dia cometi um último erro. Um telefonema uma cobrança, como se não houvesse vivido o momento. E escondi-me nas esquinas, para ver mais uma vez o seu rosto, como se o vendo pudesse ver o coração e sentimentos. Menti para mim mesmo.
No primeiro dia adormeci na aula de italiano, fui sutilmente acordado por alunos, que nada tem haver com a história.
No primeiro dia com o carro cheio de tralhas acabei por voltar a casa na qual em momento algum estive com outro alguém, nem sequer em pensamento, quanto mais em palavras tão carinhosas trocadas pela internet, enquanto o outro dormia.
No primeiro dia um sono truncado, um coração magoado, pode gritar verdades minhas a quem nem tem nada haver com a história. Mas foi somente um primeiro dia.

O Momento

Foi um olhar final. Meu coração o dizia. Como no olhar inicial, óculos nas mãos e na cabeça uma esperança. As intensas voltas no carro prata, as cantorias por ai, a cama cheia de desejo, o lamber os lábios após refeições, os elogios todos... esquecidos e deixados de lado.

Foi um olhar final. Foi-se a eternidade e no céu a noite nublada fez com que não se pudesse ver nem sequer as três estrelas.

Foi um olhar final e sem sentimentos. E o seu pulo do sofa, bastante leve, como se a ida fosse o caminho mais fácio.

Foi um olhar final eu sinto. E eu um problema fui afastado de sua vida derrepente, como quem vira a página de um livro aberto sem querer, e se desinteressa nas páginas iniciais.

Foi um olhar final e não sei o que espero. Este misto de sentimentos de que ainda pode ser. Analisado por quem está de fora, loucura.

Foi um olhar final, final.

Julho de 2009

Nunca pensei... nunca sonhei... nunca esperei, que este mês fosse o fim de duas histórias lindas.
Sou um sobrevivente neste emaranhado todo, gelado...
... que é você!

Fé.

Parece ousadia dizer que perco sempre a fé.
Por outro lado é humano no desespero deixá-la de lado.
Na atualidade quero pensar sim... Até o penso um pouco.
Derrepente um não enorme encobre meu corpo, como se...

... fosse um eterno Não.

Amigos

Perdi todos os amigos, seguindo o conselho de meu pai. Conhecidos são muitos, colegas os que convivemos, amigos contamos nos dedos.
Agora não há ombro, não há hora, não há desculpa para um telefonema a qualquer hora.
Recomeçando, quero fazer a história, ser outra que nunca existiu, e todo o passado embora, que aos poucos partiu.
Não vejo a hora, de saber quando começar a deixar as cortinas se fecharem, neste espetáculo que daria uma novela e faria os que vissem chorar.

Insistências

Os meus movimentos ligeiros,
a tua palidez cadavérica,
a dúvida se desfazia somente
pelo calor não ausente,
nos fragmentos de sua respiração.

mercoledì, ottobre 28, 2009

Do certo ao duvidoso (Versos bestas, título justo)

Sou assim cheio de defeitos,
mas agora dominados,
já controlas o meu peito,
e me dizes, vou embora,
pensar a teu respeito.

Balança desgraçada,
saber que a sua amada,
carrega dúvidas em seu coração.

Maldito prato do outro lado,
que tão louco e desgovernado,
vem cutucar a emoção.

Troca, vai, quebra a cara,
mas não venha nas madrugadas,
me pedir atenção.

Pois do leão ainda que manso,
já mais nada será de alcanço,
nem por pura tradição.

Vai do certo ao duvidoso,
achando que o caminho será gostoso,
sem mais desilusão.

Pois me conta, qualquer hora, porque tanta demora de acertar sua decisão.

Cancelamento de um sonho...

... filhinho, você partiu com três meses e dilacerou um coração esperançoso. Sei que foi a última das minhas possibilidades, de realização de uma história acertadinha. Sei também que minha vida mudada por dias, agora se transformou de vez, mas você dos meus sonhos, sua mãozinha aberta com todos os dedinhos e seu pezinho, restarão na minha memória como o fruto de um amor que como você se foi...

... filhinho, não posso te ninar com ninananas italianas, mas vou pedir para não sumir nunca da minha vida a emoção de ter comemorado interna e externamente a tua história de dias.

... fui papai, mas já cancelo o sonho de o ser no futuro. Crenças minhas que estão ficando para trás, e que formarão um novo ser. Vou arriscar o teu nome, uma certeza me diz: Pietro, e eu te peço, dai do alto, cura meu coração.

Opção/Decepção

Para a Puta que o Pariu esta história de destino.
Na vida o que fazemos são opções.
Sempre e a cada segundo, muitas vezes sem intenção,
acabamos por escolher todo um ciclo de coisas por vir,
diretamente para nossa vida.

Muitos tolos repetem: Aquilo que tem que ser tem que ser.
ou: Está tudo escrito.

Mas temos a opção, nas mãos de partir para ação.

Algumas escolhas são felizes, outras não... Ciclos, repetidos, ciclos.

Consequências, e lágrimas, quando percebemos que já é tarde.

Ex-Minha Menininha.

... que agora já mulher, fez sua transformação, escolhendo pêra ao invés de pão, deixando todo o levedo de lado, o trigo, sovado, suor, calor e mãos...

... se fores assim feliz, só não peça minha atenção, mas saiba que do outro lado, restará maior emoção, no pão amassado, cortado, derramado, no chão.

Novidades

Amanhã garanto que novidades, sem nenhuma leviandade acontecerão. Por que os dias todos são assim, recheados do misto visível e invisível das emoções todas. Felizes os cegos, surdos e mudos. Infelizes os que sabem que as novidades os afetarão diretamente de onde jorra o sangue... coração.

Loucura

Salve Rainha Loucura, que governas a história do mundo.
A tí os mais elevados agradecimentos pelos erros todos que cometí.
A tí os louvores por achar-me são na insanidade, toda, quanta maldade.
Salve Rainha Loucura, acompanhas minha vida, vivida, plena de loucuras.

Camadas da Pele

Ultrapassou minhas camadas todas.

No início, perfurou a pele como que com uma lâmina afiada, de barbear. Mas aguentei a dor toda, lutando contra ela, cicatrizando-a a cada tanto.

Afundou o corte, 178 vezes mais, como se aquele fosse o sinal do esquecimento todo, de um partir para outra, mas usando de mil subterfúgios, curei a ferida sangrenta.

Agora que o corpo esta fraco, a faca foi enfiada. O pior é que a pergunta respondida, fez com que a faca entrasse todinha, até o braço não ser sentido.

Uma mão retirou a profundidade da faca e não sei de quem ela era.

Mas quando chegou a faca saiu inteira. No olhar, na palavra culpa, surgiu o meu imenso, de onde tiro forças, perdão.

Não passou muito tempo, a palavra culpa se tornou covardia e humilhação. E ela, faca na mão, penetrou todas as camadas de pele, afetando o meu coração.

Partiu... Deve estar bem, enquanto meu ser jorra as últimas gotas de sangue antes da transfusão.

giovedì, ottobre 22, 2009

Na lápide...

... somente um sorriso que por muito tempo foi meu.

Para acabar com a dor...

... ousei, mas no fundo, há aumentei.

Passou e Passaram.

... a alegria.
... a esperança.
... as vontades.
... a criança.
... o brilho.
... o sorriso.
... a fome.
... o gosto.
... as histórias.
... as rezas bravas.
... as vitórias.
... o perfume.
... a trajetória.
... as fotos.
... o encanto.
... o tato.
... o naturalmente umidecido.
... a vontade.
... as mãos dadas.
... o abraço.
... o beijo molhado.
... o ouvir voz e gemidos.

inesperadamente, passou o tempo, passaram as horas, acabou a vida.