mercoledì, luglio 21, 2010
Caixinha de Surpresas
Nem as palavras podem dizer...
E se por acaso...
... pudesse dizer para sempre, sem desconfiar da minha fala.
... as interrogações virassem exclamações contínuas.
... as dores fossem alheias ao meu corpo fechado.
... tudo batesse a minha porta fazendo-me o maior.
... dessem o nome diferente a isso tudo, e me retirassem a vida...
sabato, luglio 17, 2010
Era verão...
Estação após estação nos perseguiamos, mas cada uma delas apagava algo, e eu não percebia. Meus sonhos continuavam ali, enquanto as lágrimas te escorriam claras do rosto, me dizendo: Adeus!
Estações se repetiram... Sonhos se foram, e no teu sorriso já aparecia uma força, e os brilhos dele já não eram mais meus. Não eram necessárias mais as datas, os planos, as coisas... E eu tentando reviver as estações como da primeira vez... enquanto as lágrimas te escorriam claras do rosto, me trazendo uma mensagem somente: Adeus!
Terei tantas outras estações na minha vida. Tenho uma esperança forte, certeza. De que as reviverei.
E possivelmente sem precisar dizer: Adeus!
inspirado por famosa canção italiana
giovedì, luglio 15, 2010
Sentimentos giram...
de Drummond
domenica, luglio 11, 2010
Gratuidade
A única palavra é: Gratuidade.
Saber-se tão solicito ainda que na distância, ou sem vínculo algum.
Oferecer-me para favores inóspitos, sem saber sequer se vão agradecer ou lembrar de meu nome.
Talvez vocação? Visão diferente da vida? Perda de tempo?
Sou assim... E isso acaba por me responder tudo. Sou a resposta das minhas próprias questões, insistências, todas.
Insistência
sabato, luglio 10, 2010
Sem palavras...
... bem que eu queria escrever algo da hora, mas não to inspirado, né?
Vendado tão somente por mim.
Não precisei de nada, tirei-as de mim.
Dei passos vendados.
Mas vez ou outra abri os olhos.
Dei passos vendados.
E o vento me levava descordenadamente para os lados.
Dei passos vendados.
E a esperança era de que no próximo eu batesse a cara em algo realmente sólido.
Dei passos vendados.
Levemente uma brisa acariciou meu rosto tornando-se imediatamente uma rajada forte, precipitada.
Dei passos vendados.
Mas os olhos se abriam com medo.
Dei enfim passos de olhos abertos, e a vida se fez por inteira, correndo ao meu lado, sorrindo, amando, falando palavras docemente acentuadas, porque toda a vida está aqui.
VIVENDO TÃO SOMENTE POR MIM.
domenica, luglio 04, 2010
Domingo
Dos velhos tempos... Atuais tempos... Diferentes tempos.
Ausência
Quero chamar esta fase,
ausência,
já que os textos,
por nada chegam,
aos dedos de quem
tecla outras coisas,
compromissos...
Ausência agora,
é felicidade,
de quem tem tudo,
sonha pouco,
enfrenta problemas mínimos,
sorrindo...
Minha felicidade é sorriso,
poucas letras,
em uma palavra que éanseio de nosso tempo,
felicidade.
Embrião
E então viver... Assim, silenciosamente só, esperando o que não sabemos que virá...
Dormindo, comendo, ouvindo vozes desconhecidas do além ventre...
Para um dia renascer e no colo de desconhecidos com desconfiança sorrir.
domenica, maggio 09, 2010
Mãe
Pois é mãe, mamãe...
Aqui estamos outra vez.
Tentando dar passos de felicidade, com o coração fragmentado, as forças diminuídas... Mas vivo... Inteiro. Para ti.
Te amo.
lunedì, gennaio 04, 2010
sabato, ottobre 31, 2009
Dar um tempo
A Lua está cheia, mas o excesso de núvens, indo em direção qualquer só a deixa ver depois de algum tempo. Dar um tempo. Aceito, só não sei se o Amor são as núvens muitas de hoje, ou os raros olhares para a Lua Cheia nesta noite tão especial.
Pesadelo
venerdì, ottobre 30, 2009
Lição Final sobre o Amor
Queridos, muitos andam se enganando no que diz respeito ao amor. Acontece que a juventude tem vivido momentos de intensa obssessão, que é um sentimento negativo de posse absoluta de algo.
Amores não são conquistas. Não são posses. Tudo talvez comece errado no dizer: Meu Amor.
Flávio Gikovate em seu livro sobre solidão e amor relata assim o processo que nos leva ao amor.
Fase 1. Quando estamos sozinhos, não nos contentamos em estar neste estado. Como se todo ser humano nascesse para ter ao seu lado alguém, o que é bastante compreensível, depois da teoria da sexualidade explicada por Sigmund Freud. (nas aulas falo sobre a teoria, aqui seria uma outra aula).
Olhamos para todos os lados, procurando encontrar uma companhia, alguém que nos complete.
O menino entra no metro, estação Vila Mariana em direção ao Jabaquara, na estação Santa Cruz entra uma menina linda e se põe em sua frente. O olhar do menino desesperadamente procura o olhar da menina.
Duas possibilidades: a menina faz cara de desprezo. O coração do menino desacelera, ele praticamente a esquece, e até pode acontecer de na outra estação entrar outra menina, e o ENAMORAMENTO pode acontecer.
A menina se interessa, eles trocam olhares até que surja a coragem de trocar um contato, msn, telefone...
Bom, dai se a segunda possibilidade acontece, eles começam a se conhecer. Surgindo assim a PAIXÃO. Estado no qual idealizamos (mundo das idéias é bem diferente da realidade), alguém muito mais especial do que de fato é. Seu hálito é o melhor, seus cabelos sedosos, seus gestos incríveis, quando fala me derreto todo...
Bom, acontece que quando nos damos conta da real, somente sendo loucos, pensando na Obra Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, e é lógico, satirizando, é que podemos aceitar a pessoa como de fato ela é.
AMOR uma aceitação total do outro em sua vida. Eu me arriscaria a dizer na lição final, AMOR É SACRIFÍCIO. Que somente dois podem fazer. E somente neste estado pode surgir pela primeira vez as palavras: Eu te amo! Tudo assim, vagarosamente, em um período que em geral dura cerca de 2 anos e meio, para acontecer.
Mas hoje ao invés, diz-se Eu te amo, logo de cara, sem preocupações de se amanhã estamos juntos ou não.
Exemplos a parte, escrever é muito diferente de falar, quando meus alunos me pedirem aulas sobre o amor, limitarei-me a citar os filósofos todos, que em seus pedestais de saber ditam regras interessantes, até que vejamos na prática que cada história é uma história, seja quanto dure esta tal fase: AMOR.
Uma história de amor
A Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, jurou para si mesma que jamais se casaria. Seu pai, porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três duríssimas charadas. Entre a fila de pretendentes, aparece um príncipe jamais visto na região. Ele, no primeiro contato, imediatamente se enamora da princesa Turandot. E consegue a façanha de acertar os enigmas... Desesperada Turandot chora amarguradamente. Vendo-se sem saída e já noiva daquele homem. O Príncipe desconhecido então propõe, já apaixonado, um enigma. Se a Princesa Turando acertasse seu nome, ele não a desposaria. A princesa imediatamente coloca todas as suas súditas mulheres, sob pena de morte, para descobrirem o nome daquele homem. Elas teriam até o amanhecer, prazo contadinho para o fazer. Enfim, o Príncipe desconhecido passa todo o dia vendo os gestos, as falas, a vida de Turandot. Ao deitar-se já no anoitecer, o Príncipe coloca-se escondido em seu quarto, e em silêncio, aprecia a jovem princesa dormir passando sua.
O dia já estava para raiar quando o Príncipe, então, cheio de Amor já em seu coração e vendo que a princesa entre pesadelos decide libertá-la já que o amor não faz ninguém sofrer o que não quer.
Então ele canta suavemente em seu ouvido:
ITALIAN;
Nessun dorma! Nessun dorma!
Tu pure, o, Principessa,
nella tua fredda stanza,
guardi le stelle
che tremano d'amore
e di speranza.
Ma il mio mistero e chiuso in me,
il nome mio nessun saprá!
No, no, sulla tua bocca lo diró
quando la luce splenderá!
Ed il mio bacio sciogliera il silenzio
che ti fa mia!
(Il nome suo nessun saprá!...
e noi dovrem, ahimé, morir!)
Dilegua, o notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vinceró!
vinceró, vinceró!
Ninguém Durma!Ninguém Durma! Você também oh, princesa, em teu quarto frio, olhe as estrelas, que tremem de amor, e de esperança. Mas meu mistério está fechado em mim, e o meu nome, ninguém saberá, não, não, sobre tua boca eu o direi, quando a luz esplandecer. E o meu beijo escolherá o silêncio, que ti faz minha. (O seu nome ninguém saberá, e nós deveremos todas morrer, morrer) Desapareça a noite, que as estrelas se escondam, no alvorecer, vencerei, vencerei, vencerei!
Fala então em seu ouvido, tristemente: Meu nome é Calaf. Sua vitória foi libertar sua amada, do peso do matrimônio.
Quando toda a assembléia se reúne a Princesa agora já sabendo o nome do Príncipe desconhecido e diz: O nome dele é AMOR.
O Amor deles durou eternamente em um casamento feliz, no qual um assumiu o outro, como todo o coração.
Seu aniversário será sempre um dia feliz para mim, ainda que seja na sua libertação. Vencerei, vencerei, vencerei.
Alfabeto
Quero C ela quer D
Quero E ela quer F
Quero G ela quer H
Quero I ela quer J
Quero L ela quer M
Quero N ela quer O
Quero P ela quer Q
Quero R ela quer S
Quero T ela quer U
Quero V ela quer X
Quero Z ela quer palavras
Se quiséssemos o Alfabeto inteiro, ou a junção da palavra AMOR tudo estaria resolvido.